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Do abandono da militância libertária

Hans-Hermann Hoppe, um dos maiores (talvez o maior da atualidade) do libertarianismo moderno. O que mais me encanta nessa conversão é o desapego de qualquer ideologia e posição política. Nunca fui apegado com política, mas o libertarianismo me atraiu de uma forma que quase me cegou em certo período. Lembro-me que sempre quis pagar de radical e polêmico, mas com o tempo percebi que não era necessário ser tão polemista, mas acima de tudo coerente com o que defendo. Isso me fez garantir uma faminha razoável até. Mas nada que possa ser comparado com outros militantes mais conhecidos. De 2013 até o fim de 2016, quando definitivamente larguei a militância libertária, escrevi para diversos sites. De uma posição meio progressista até uma mais conservadora. Porém, em meados de 2016 a conversão veio. Assim como o meu ateísmo – aparentemente inabalável até então – desmoronou, a minha “fé” no libertarianismo também foi junto. Não porque acho inviável ...

Palestra de Junho na UFRJ

  O Círculo retoma suas atividades na UFRJ e promove o vídeo-debate sobre um assunto importante para o meio acadêmico. O Dr. Willian Craig aborda o tema proferido na Universidade de Notre Dame.  O Auditório do Instituto Eloisa Mano fica na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro. Compareça! Divulgue !

Eles deram certo na vida

Marcelo Nobrega / Diretor de Recursos Humanos - Arcos Dourados No meio de tantos prêmios e polêmicas que o filme colecionou na época do lançamento, em 1998, uma cena passou meio despercebida em A Vida É Bela! , do italiano Roberto Begnini: aquela em que o gerente do restaurante do hotel, Eliseo Oferice, corrige a postura do sobrinho Guido (o próprio Roberto Benigni), que tenta iniciar-se na carreira de garçom. Vendo o sentimento inadequado de servilismo do moço, o tio experiente diz: “Servir é a arte suprema. Lembre-se, Deus é o primeiro servidor. Ele serve os homens o tempo todo – mas não é nosso servo”. Aspectos religiosos à parte, o filme me voltou à lembrança quando li a notícia de que os alunos do último ano do ensino médio de um colégio gaúcho tinham realizado uma festa à fantasia em que se questionavam sobre seus futuros, num tom debochado: “E se tudo der errado?”. A história causou muita indignação: As vestimentas nas fotos divulgadas nas mídias sociais faz...

Mais Tomás: o "ser" e o "Ser"

Joathas Soares Bello*   Aristóteles cunhou o conceito de "ato" (energeia), "plenitude"; a realidade é "ativa", é "atuação", mas designou a "forma" como o princípio real mais excelente, aquele que dá conta da realidade da substância, ao atualizar a matéria-prima. A forma, contudo, é o princípio determinante da essência do real, fazendo com que o real seja "isto" ou "aquilo outro". Mas será a forma aquilo que faz o real "ser" simplesmente? O que Tomás viu em "O ente e a essência" [ele fez a descoberta mais profunda da história da filosofia no seu primeiro texto!], é que, se a forma fosse o princípio último da realidade ou da substância, uma forma "pura" (substância separada aristotélica ou anjo bíblico) seria (estritíssimamente) divina. Mas os anjos são criados, então o seu ser, doado por Deus, não pode ser explicado suficientemente através da forma angélica, sendo ...

A Modernidade em 3 ideias (tese, antítese e síntese abissal)

Joathas Soares Bello* 1) Deísmo agnóstico  (Deus ocioso ou não Providente nem Revelador; adoração prática às leis científicas = destino ou "linguagem divina") Sensualismo (“empirismo”) - Concupiscência da carne Crítica da Razão Pura (→ Positivismo) Revolução Industrial Liberal-conservadorismo (“direita”) Antecedente mítico: Zeus Antecedentes pré-socráticos: Anaxímenes (a lógica explicativa da processualidade do “ar”); pitagóricos (o “número” como estruturação da realidade) Exemplo teológico recente: racionalismo histórico-crítico; teologia da prosperidade (importa menos o dinheiro do que o bem-estar como "medida" da graça) Exemplo político brasileiro recente: PSDB → funciona como direita (conceito/realidade sempre relativa), enquanto esta significa virtude “ordenadora” (da economia) 2) Imanentismo ateu (“panteísmo” ou o Mundo como Deus; adoração prática à ação) Conceitualismo continental (“racionalismo”) – Soberba da ...

Mandando a real

no sentido horário: Kant, Fichte, Schelling , Hegel     Joathas Soares Bello*   Por que a filosofia moderna e contemporânea pode parecer mais difícil que a grega e medieval (chamada injustamente de realismo "ingênuo")? Porque seus princípios não têm base real, não correspondem a qualquer evidência ao alcance de todos (nem são auto-evidentes, isto é, também não possuem justificação metafísica). Isso, somado ao domínio argumentativo dos filósofos (só um Peter Singer da vida às vezes erra contra a lógica formal clássica...), dá a impressão de que eles falam de algo muito complexo acima da compreensão do homem comum e "superior" à filosofia clássica; daí a necessidade de uma espécie de "iniciação", em que você precisa dominar os jargões dos filósofos, e daí também a prática incomunicabilidade das correntes filosóficas atuais, pois não partindo da realidade, mas de ficções ou construtos lógicos sem base real, não podem ter ponto...

Santa Missa de Páscoa na UFRJ