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Mostrando postagens com o rótulo história

Tiradentes foi mesmo um mártir?

  Martírio De Tiradentes – Aurélio de Figueiredo (1854-1916) (Domínio Público) Descubra ainda o porquê da imagem do inconfidente mineiro homenageado em 21 de abril ser semelhante às representações de Jesus Cristo Sim, Joaquim José da Silva Xavier, popularmente conhecido como Tiradentes, foi um mártir! De acordo com o dicionário Michaelis , a palavra mártir define “pessoa a quem foi infligida tortura e/ou pena de morte pela defesa obstinada da fé cristã”. Além disso, define ainda aquele “que sofreu pena de morte e/ou tortura decorrente de sua opinião ou crença”. Mas, ao contrário dos mártires mortos por não renunciarem sua fé em Deus, o ilustre confidente mineiro lutava por ideais políticos. Tiradentes desejava a independência de Minas Gerais. E mesmo não ocupando um altar, ele foi amplamente retratado de forma santificada, assim como Santo Estêvão, São Sebastião e outros mártires católicos. De acordo com historiadores, não existe nenhum retrato fiel de Tiradentes. Na v...

Do imaginário à descoberta dos planetas

Mário Saturno O sol e as estrelas sempre despertaram fascínio e temor na espécie humana. Nossos mais longínquos antepassados assoc iaram ao sol a fonte de calor e luz, personificando-o como um deus. O céu noturno foi lentamente povoado de deidades. Com o tempo, viram que nem todas as estrelas estavam fixas, havia sete viajantes (planetas em grego). Um era o sol. Outro era a Lua, que muda a cada quatro semanas. Dois deles só são vistos próximos ao sol, no entardecer ou amanhecer. O mais rápido foi chamado pelos gregos de Hermes (Mercúrio em Latim). O segundo, o mais brilhante, assemelhava-se a uma pedra preciosa, por isso chamado de Afrodite (Vênus), a deusa do amor e da beleza. O seguinte, tem uma coloração avermelhada, associado ao sangue e à guerra, cujo deus é Ares (Marte). A seguir, vem o planeta mais brilhante do céu durante todas as noites, recebeu o nome do governante dos deuses, Zeus (Júpiter). O último, era o mais lento e de brilho fosco...

Uma senzala chamada Ideologia

Gravura de Johann Moritz Rugendas   Perto de minha casa mora um catador de recicláveis. Não é negro. Altivo, perambula, com seu amigo inseparável — um cão vira-latas –, pelas ruas do bairro puxando um carrinho e virando lixos à procura do que lhe sirva. Não me parece doente, tampouco desesperado. Parece o que realmente é: pobre  — alguém pouco favorecido. Não o conheço. Não sei se foi rico, se tem estudo, família; mas quando o vejo, reconheço: é pobre. Pensando nesse homem, vi com estranheza uma notícia que se espalhou de maneira epidêmica dias atrás — da militância de extrema esquerda (incluindo aquela que diz “mosquita” e desgovernou o país recentemente) aos jornais de TV em horário nobre: “Negra, pobre e da rede pública fica em 1º em curso mais concorrido da Fuvest”. Foi aprovada para o curso de Medicina da USP-Ribeirão, feito pelo qual merece os parabéns. Lendo a matéria, no entanto, descobri que a “negra-pobre” é fã de Grey’s Anatomy (série exibid...

Laicismo não é marxismo nem ateísmo

Rafael Nogueira Ataque mortal contra Thomas Becket. Um alerta contra a doutrinação que, sem ser religiosa, faz tudo aquilo que condena nas religiões Se as escolas não podem ser religiosas porque se compreende que isso feriria a liberdade de crença consagrada na Constituição, pergunto-me em que medida a doutrinação ideológica não fere a liberdade de consciência, defendida também pela Constituição? Laicismo que troca padre por ideólogo não é nem nunca foi laicismo. Não estou forçando a barra. Quando a laicização tornou-se tema importante na França, no séc. XVIII, seu propósito era impedir que o clero interferisse inadequadamente na educação, mas sempre mencionavam, ao mesmo tempo, os nacionalismos exagerados e as doutrinas políticas partidárias. Era uma tentativa de evitar o retorno ao Antigo Regime, e o domínio dos revolucionários extremistas, como era o caso dos jacobinos. Os filósofos mais atentos não queriam que nem um nem outro atuasse no sen...

A mulher sem alma

Régine Pernoud Em 1975, “ano internacional da mulher”, o ritmo de referências à Idade Média tornou-se estonteante; a imagem da Idade Média, dos tempos obscuros de onde se emerge, como a Verdade de um poço, impunha-se a todos os espíritos e fornecia um tema básico para os discursos, colóquios, simpósios e seminários de todos os tipos. Como eu mencionasse, um dia, em sociedade, o nome de Eleonora de Aquitânia, obtive logo aprovações entusiásticas: “Que personagem admirável! — exclamou um dos presentes. Numa época em que as mulheres só pensavam em ter filhos...”. Eu lhe fiz uma observação sobre o fato de que Eleonora parecia haver pensado assim pois teve dez e, considerando sua personalidade, isto não poderia ter ocorrido por simples advertência. O entusiasmo tornou-se um pouco menor. A situação da mulher, na França medieval, é na atualidade assunto mais ou menos novo: poucos estudos sérios lhe foram consagrados, pode-se mesmo...

Sobre o Movimento negro e porquê sou contra ele

Fabiano Dias - Não nego que o preconceito e o racismo existem, que negros e pardos muitas vezes recebem um tratamento diferen te de ALGUMAS pessoas - já senti isso na pele. - Mas o movimento negro exagera essas questões a um nível histérico, beirando o conflito racial. - O movimento negro é de uma ideologia de caráter Racialista, Racista e Marxista. - Racialista porque dão uma ênfase especial na separação das raças e sua preservação, logo, negros não devem se casar com gente de outras raças e etnias (especialmente brancos), afim de se "valorizar. - Racistas, pois tais como os racistas brancos, cultivam e elevam seu rancor e ódio ao ponto de culpar toda uma raça por seus infortúnios, mantendo-se em estado constante de hostilidade aos mesmos. - Marxistas, pois toda a sua visão histórica e da sociedade é pautada em uma guerra de classes, onde os negros estão há muito tempo colocados em uma posição de inferioridade afim de beneficiar a "classe branca...

Por que a Esquerda enveredou para o Crime

      Augusto de Franco*   O que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado. Aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim. Sobretudo na América Latina, em que muitos dirigentes de organizações ditas revolucionárias enveredaram para o crime. Conheci vários desses militantes que viraram bandidos. Daniel Ortega, da Frente Sandinista, hoje presidente da Nicarágua, foi um deles. Me lembro como se fosse hoje. Ele foi convidado de honra no I Congresso do PT (que coordenei), no final de 1991. Chegando lá, no Hotel Pampa, em São Bernardo, Daniel pediu logo ao tesoureiro do PT à época, se não podia arranjar umas prostitutas. Esse Daniel e seu irmão Humberto, eram teleguiados de Fidel, que lhes passava pitos, aos berros. Reuniões decisivas para o futuro da chamada revolução sandinista foram realizadas em Havana, sob o comando de Fidel. E enquanto as bases petistas da Igreja idolatravam por aqui os sandinistas...