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Mostrando postagens com o rótulo sociedade

Pessoas que têm um senso de unicidade são mais felizes

Redação do Diário da Saúde As religiões têm um "ingrediente secreto" que faz pessoas felizes, mas um senso de conexão com a natureza e todos os demais seres vivos parece ter um papel ainda mais importante. [Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay] Unicidade As pessoas que acreditam na unicidade - a ideia de que tudo no mundo está conectado e é interdependente - têm maior satisfação com a vida do que aquelas que não acreditam nessa totalidade imanente, independentemente de pertencerem a uma religião ou não. "O sentimento de estar em harmonia com um princípio divino, a vida, o mundo, outras pessoas ou mesmo atividades, tem sido discutido em várias tradições religiosas, como também em uma ampla variedade de pesquisas científicas de diferentes disciplinas. Os resultados deste estudo revelam um significativo efeito positivo das crenças unicistas sobre a satisfação com a vida, mesmo descontando as [diferenças das] crenças religiosas," disse La...

As duas grandes contribuições de Karl Marx

Adolfo Sashida Karl Marx formulou teorias sobre história, sociologia e economia. Foi infeliz em todas elas. Contudo, mais de um século após sua morte, seus seguidores continuam alardeando sua genialidade. Por que mesmo tendo errado tanto Marx é idolatrado? Qualquer outra pessoa que dissesse tantos absurdos dificilmente seria levada a sério. Por que isso não acontece com Marx? Meu palpite é que boa parte dos marxistas simplesmente não entendem as implicações do marxismo. As idéias de Marx levam inevitavelmente a ditadura e a perda de liberdades individuais. Mas isso não é compreendido pela maioria dos marxistas. Além disso, cabe ressaltar que as idéias de Marx geram a justificativa moral necessária aos canalhas: a imposição de injustiças, imoralidades e todo tipo de crimes no presente passam a ser justificados pela criação de um bem estar fictício no futuro. Palavras de ordem do tipo “pelo bem do povo” ou “pela sobrevivência da revolução” passam a ser usadas para ...

Cinco reflexões de Bauman sobre o mundo digital

Sociólogo polonês,ex-filiado ao Partido Comunista da Polônia, falecido nesta segunda-feira, 9/1/17, era um crítico estudioso dos efeitos das redes sociais na vida cotidiana Zygmunt Bauman Conhecido pelo conceito de “modernidade liquida”, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, morto nesta segunda-feira, 9, aos 91 anos, por causas desconhecidas, é citado com frequência por profissionais de marketing e comunicação, sobretudo, quando os temas estão ligados ao comportamentos nas redes sociais e ao consumismo. Em 1990, Bauman resumiu seu conceito: “em uma vida moderna líquida não há laços permanentes, e qualquer coisa que seguramos por um tempo deve ser amarrada vagamente para que os laços possam ser desatados novamente, tão rápido e tão facilmente quanto possível, quando as circunstâncias mudarem”, afirmou. Observador dos movimentos de interação social digital, Bauman deixava claro, em suas entrevistas, o que pensava sobre a influência das redes sociais. Ve...

A mulher sem alma

Régine Pernoud Em 1975, “ano internacional da mulher”, o ritmo de referências à Idade Média tornou-se estonteante; a imagem da Idade Média, dos tempos obscuros de onde se emerge, como a Verdade de um poço, impunha-se a todos os espíritos e fornecia um tema básico para os discursos, colóquios, simpósios e seminários de todos os tipos. Como eu mencionasse, um dia, em sociedade, o nome de Eleonora de Aquitânia, obtive logo aprovações entusiásticas: “Que personagem admirável! — exclamou um dos presentes. Numa época em que as mulheres só pensavam em ter filhos...”. Eu lhe fiz uma observação sobre o fato de que Eleonora parecia haver pensado assim pois teve dez e, considerando sua personalidade, isto não poderia ter ocorrido por simples advertência. O entusiasmo tornou-se um pouco menor. A situação da mulher, na França medieval, é na atualidade assunto mais ou menos novo: poucos estudos sérios lhe foram consagrados, pode-se mesmo...