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Mostrando postagens com o rótulo maçonaria

Em busca de uma tradição inventada

A partir de 1870, a maçonaria elege Tiradentes como seu símbolo maior e reivindica a organização do levante dos inconfidentes por Françoise Jean de Oliveira Souza BIBLIOTECA NACIONAL, LISBOA Diploma maçônico, 1870, litografia Colorida A história é continuamente reescrita. À medida que a realidade presente muda, as interpretações acerca de um fato passado também são alteradas, buscando respostas que correspondam melhor às necessidades do tempo atual. Foi assim com a Inconfidência Mineira (1789). Poucos momentos foram tão debatidos, reescritos e apropriados quanto esse. Durante boa parte do século XIX, a Inconfidência não assumiu lugar de destaque na historiografia brasileira. Tal situação modificou-se apenas na segunda metade do século, quando o princípio da nacionalidade tor...

TIRADENTES - Um maçom,ainda que tardio

“ Pois seja feita a vontade de Deus !       Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria  pela libertação da minha Pátria !”      E. Figueiredo*     Depois de trinta anos da execução de Tiradentes, Dom Pedro I, o herdeiro da coroa portuguesa que o enforcara e esquartejara, proclamava a Independência do Brasil.  Prova irrefutável de que os propósitos de Joaquim José da Silva Xavier haviam sido plantados em terra fértil e frutificados.  A semeadura não só proporcionou a conquista da nossa independência, como deu um imenso passo adiante na marcha da Humanidade, algo que lhe devemos, até hoje, por alguns dos benefícios políticos que gozamos. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, também tinha outras alcunhas como “ o Corta Vento ”  e “ o Liberdade”.  Foi taxado traidor pelo governo português da época, porém, para os brasileiros é um  dos mai...