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Mostrando postagens com o rótulo relativismo

Uma luz para a educação

"Sociedade dos poetas mortos", filme de Peter Weir (1989)   “A mais completa falta de vida, de realidade, de espírito pedagógico, de compreensão das necessidades e destinos do magistério na escola elementar, de todos os meios de desenvolvimento da inteligência, da vocação e do gosto, faz desses institutos oficiais, na capital do império, um simples mecanismo de diplomar a incapacidade, perpetuando na educação popular o grosseiro automatismo, cuja extinção deve ser o primeiro intuito da reforma, e que tem como resultado acanhar e esterilizar as gerações na sua primeira flor”. (Rui Barbosa, Parecer para a reforma do ensino primário , 1882) Sempre considerei Sociedade dos Poetas Mortos um filme medíocre. Talvez por também não gostar do ator Robin Williams, mas aquilo sempre me pareceu algo afetado e artificial; e, diga-se de passagem, com um resultado pouquíssimo louvável. Mas, quando tornei-me professor, passei a considerá...

Palestra de Junho na UFRJ

  O Círculo retoma suas atividades na UFRJ e promove o vídeo-debate sobre um assunto importante para o meio acadêmico. O Dr. Willian Craig aborda o tema proferido na Universidade de Notre Dame.  O Auditório do Instituto Eloisa Mano fica na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro. Compareça! Divulgue !

O culto do multiculturalismo

  Rodrigo Constantino   “Uma cultura só tem importância se for boa para os indivíduos”. (Kwame Anthony Appiah) Uma das maiores ameaças à liberdade individual atualmente encontra-se no culto do multiculturalismo. Vários autores notaram este risco, entre eles Thomas Sowell, da Escola de Chicago. Em sua coletânea de textos Barbarians Inside the Gates , Sowell lembra que o mundo sempre foi multicultural, por séculos antes de o termo ser cunhado. Tratava-se de um multiculturalismo num sentido prático, diretamente oposto ao que o atual culto dos relativistas culturais prega. Como exemplos, Sowell lembra que o papel onde seu livro foi escrito fora inventado na China, as letras vieram da Roma antiga e os números da Índia, através dos árabes. O autor é um descendente da África, que escrevia enquanto escutava música de um compositor russo. A razão pela qual tantas coisas se disseminam pelo mundo todo está no simples fato de que algumas coisas são cons...

"A escola perdeu sua função social no Brasil", diz estudioso

Para especialista, missão primordial de transmitir conhecimento vem sendo esmagada pela ideologia que reduz a educação a ferramenta de dominação Bianca Bibiano     João Batista Oliveira: "a função histórica e antropológica da escola é transmitir conhecimento" (Pedro Franca/Agência Camara /VEJA) Pouca gente discorda que é papel da escola transmitir os conhecimentos imprescindíveis ao desenvolvimento do indivíduo e, por tabela, do país. Para o estudioso João Batista Oliveira, contudo, a missão vem sendo esmagada no Brasil por políticas mais interessadas em propagandear números grandiosos e por ideologias cujo interesse passa longe da educação. O resultado é o fracasso do ensino no país. "Perdemos a noção da função social da escola. Ela deixou de ser cobrada pelo cumprimento de suas obrigações essenciais e passou a ser cobrada por milhares de coisas que ela não t...

Estamos acabando com o país

Gustavo Ioschpe   Reunião de pais e mestres: é nela que temos de exigir uma escola sem doutrinação marxista para nossos filhos (Gilberto Tadday/VEJA)   Há algumas semanas, dei uma palestra em um evento sobre educação, organizado por uma grande empresa e sediado em uma escola. Havia muitos educadores e alunos na plateia. Compartilhei alguns dos dados preocupantes sobre o fracasso do nosso sistema educacional. Expus minha oposição ao plano — agora consagrado em lei — de investirmos 10% do PIB em educação, notando que o único país que investe nesses patamares é Cuba. (Não porque aprecie sobremodo a educação, mas porque não tem PIB: qualquer meia dúzia de vinténs já dá 10% do PIB cubano...) Depois da minha fala, vieram as perguntas do público. Sempre que há professores na plateia, estas perguntas se repetem: não é muito simplista/reducionista/alienado falar apenas em qualidade ...

Escola sem limites: o papel das universidades na crise da autoridade docente

    José Maria e Silva* | 31 Julho 2014 Se a Europa criou o Estado do bem-estar social, o Brasil consolida o  Estado do mal-estar geral – que começa com a pedagogia do Marquês de  Sade nas escolas, onde a razão, vista com desconfiança pela esquerda,  cede lugar aos instintos. “A verdadeira ciência não é a que se in­crusta para ornato, mas a que se  assimila para nutrição.” Essa máxima de Machado de Assis, “o gênio  brasileiro”, na precisa definição de um de seus biógrafos, o jornalista  Daniel Piza, precocemente falecido, revela a essência do conhecimento,  que é o principal nutriente da humanidade desde os seus primórdios,  definindo o homo sapiens diante das demais espécies. Nessa frase,  Machado usa o termo “ciência” como sinônimo de “educação”, vista não só em sentido amplo, como um aprendizado que permeia a vida, mas também em  sentido estrito, como sinônimo de ensino formal, ou de instrução  pública...

"Noé" - a Bíblia encontra o ambientalista

Don Feder    Esse é o jeito que Hollywood vê cristãos e judeus dedicados — como pessoas cheias de um fanatismo que beira a psicose e leva ao ódio e homicídio. Em sua segunda semana, as receitas do filme “Noé” afundaram em 60%. Comentário de Julio Severo: O artigo a seguir, do meu amigo Don Feder, traz a perspectiva dele, como um escritor judeu conservador, sobre o filme que aparenta tratar de Noé, um dos homens mais importante da Torá. Li vários artigos americanos sobre esse filme, e de longe o texto de Don é o melhor e merece ser divulgado aos quatro cantos do Brasil. No filme “Noé,” a fábula ambientalista, aprendemos que pessoas más (descendentes de Caim) constroem cidades, comem carne e fazem armas. (Eles provavelmente pertenciam, na época antes do dilúvio, aos grupos contrários ao desarmamento da população.) Eles também fazem mineração a céu aberto, no processo transformando a terra numa desolação árida que parece o Afeganistão ...