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Mostrando postagens com o rótulo polêmica

MÍDIA, IGREJA E PANDÊMIA

      Paul A. Soukup A ecologia da mídia, um campo particular dos estudos da comunicação, aborda seu objeto como um ecossistema. Para usar a metáfora de um ecossistema natural, esse tipo de estudo imagina a comunicação como um ambiente no qual muitos elementos diferentes interagem. Não contém apenas diferentes meios de comunicação, nomeadamente telefone, rádio, televisão, redes sociais , mídia impressa e assim por diante, mas também pessoas, ideias, culturas, eventos históricos, etc. Como acontece em qualquer ecossistema, qualquer parte, mudando, afeta todas as outras. Mantendo a imagem de um ecossistema natural, por exemplo um lago em uma floresta, a introdução de uma nova espécie de sapo afetará os insetos que vivem perto do lago, as ervas e flores da área, os pássaros, os p...

O ensino religioso nas escolas públicas - Nota

fonte: Unicatólica Quixadá - Blog

Cem anos de pedofilia

Olavo de Carvalho O Globo, 27 de abril de 2002 Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até prezado. Na China, castrar meninos para vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legítimo durante milênios. No mundo islâmico, a rígida moral que ordena as relações entre homens e mulheres foi não raro compensada pela tolerância para com a pedofilia homossexual. Em alguns países isso durou até pelo menos o começo do século XX, fazendo da Argélia, por exemplo, um jardim das delícias para os viajantes depravados (leiam as memórias de André Gide, “Si le grain ne meurt”). Por toda parte onde a prática da pedofilia recuou, foi a influência do cristianismo — e praticamente ela só — que libertou as crianças desse jugo temível. Mas isso teve um preço. É como se uma corrente subterrânea de ódio e ressentimento atravessasse dois milênios de história, aguardando o momento da vingança. Esse momento chegou. O mo...

As duas grandes contribuições de Karl Marx

Adolfo Sashida Karl Marx formulou teorias sobre história, sociologia e economia. Foi infeliz em todas elas. Contudo, mais de um século após sua morte, seus seguidores continuam alardeando sua genialidade. Por que mesmo tendo errado tanto Marx é idolatrado? Qualquer outra pessoa que dissesse tantos absurdos dificilmente seria levada a sério. Por que isso não acontece com Marx? Meu palpite é que boa parte dos marxistas simplesmente não entendem as implicações do marxismo. As idéias de Marx levam inevitavelmente a ditadura e a perda de liberdades individuais. Mas isso não é compreendido pela maioria dos marxistas. Além disso, cabe ressaltar que as idéias de Marx geram a justificativa moral necessária aos canalhas: a imposição de injustiças, imoralidades e todo tipo de crimes no presente passam a ser justificados pela criação de um bem estar fictício no futuro. Palavras de ordem do tipo “pelo bem do povo” ou “pela sobrevivência da revolução” passam a ser usadas para ...

Uma senzala chamada Ideologia

Gravura de Johann Moritz Rugendas   Perto de minha casa mora um catador de recicláveis. Não é negro. Altivo, perambula, com seu amigo inseparável — um cão vira-latas –, pelas ruas do bairro puxando um carrinho e virando lixos à procura do que lhe sirva. Não me parece doente, tampouco desesperado. Parece o que realmente é: pobre  — alguém pouco favorecido. Não o conheço. Não sei se foi rico, se tem estudo, família; mas quando o vejo, reconheço: é pobre. Pensando nesse homem, vi com estranheza uma notícia que se espalhou de maneira epidêmica dias atrás — da militância de extrema esquerda (incluindo aquela que diz “mosquita” e desgovernou o país recentemente) aos jornais de TV em horário nobre: “Negra, pobre e da rede pública fica em 1º em curso mais concorrido da Fuvest”. Foi aprovada para o curso de Medicina da USP-Ribeirão, feito pelo qual merece os parabéns. Lendo a matéria, no entanto, descobri que a “negra-pobre” é fã de Grey’s Anatomy (série exibid...

Cinco reflexões de Bauman sobre o mundo digital

Sociólogo polonês,ex-filiado ao Partido Comunista da Polônia, falecido nesta segunda-feira, 9/1/17, era um crítico estudioso dos efeitos das redes sociais na vida cotidiana Zygmunt Bauman Conhecido pelo conceito de “modernidade liquida”, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, morto nesta segunda-feira, 9, aos 91 anos, por causas desconhecidas, é citado com frequência por profissionais de marketing e comunicação, sobretudo, quando os temas estão ligados ao comportamentos nas redes sociais e ao consumismo. Em 1990, Bauman resumiu seu conceito: “em uma vida moderna líquida não há laços permanentes, e qualquer coisa que seguramos por um tempo deve ser amarrada vagamente para que os laços possam ser desatados novamente, tão rápido e tão facilmente quanto possível, quando as circunstâncias mudarem”, afirmou. Observador dos movimentos de interação social digital, Bauman deixava claro, em suas entrevistas, o que pensava sobre a influência das redes sociais. Ve...

Ética e o congelamento dos embriões

Mário Saturno* Diante dos avanços da ciência na geração de vida humana, a Igreja emitiu alguns princípios éticos para que católicos e cristãos de boa fé sigam. O documento “Instrução Dignitas Personae, Sobre Algumas Questões De Bioética” estabelece qual é a dignidade de todo ser humano, da concepção à morte natural. As técnicas que realizam a procriação sem o ato conjugal não são consideradas lícitas para a geração da vida. Assim se enquadra a fecundação in vitro. E o mesmo vale para a chamada microinjecção intracitoplasmática ou Intracytoplasmic Sperm Injection (ICSI) que se tornou a técnica de maior eficácia para superar diversas formas de esterilidade masculina. Essas técnicas entregam a vida e a identidade do embrião ao poder dos médicos e instaura um domínio da técnica sobre a origem e o destino da pessoa humana, o que contraria a dignidade e a igualdade que devem ter pais e filhos. E para aumentar as chances de sucesso e para não repetir as extr...

A farsa que é Leandro Karnal

6 de julho de 2016 · por Política sem Filtro     Assisti ao programa Roda Viva em que o entrevistado da vez foi o famigerado professor da Unicamp, Leandro Karnal . O professor começa discutindo o problema da atual polarização do debate político, que faz com que as pessoas considerem inimigas as outras pessoas de pensamentos discordantes; Karnal diz que a “polarização não pensa, apenas adjetiva e rotula ao invés de discutir as ideias”. Toda polarização é burra, diz ele, e acrescenta que, mais que isso, ela vem acompanhada da vontade de eliminar o outro como oponente. Não demora muito, porém, pra que o renomado professor comece a agir conforme este comportamento polarizado, apesar dele mesmo jurar que é superior a essa polarização e que não participa dela, com todo o seu ar de intelectual isento e imparcial. Mas é apenas pose. Ele não escapa dessa polarização entre esquerda x direita, na qual ele se en...

Bibliografia sobre o Aborto

Gabriel Arruda    Me mandaram ir estudar, já que sou contra o aborto. Tá bom, resolvi fazer meu TCC sobre isso. Segue a bibliografia preliminar: AQUINO, Tomás – Suma Teológica. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2015 ARISTÓTELES – Ética a Eudemo. São Paulo: Edipro, 2015. ARISTÓTELES – Ética a Nicômaco. 4. ed. São Paulo: Edipro, 2014. ARISTÓTELES – A Política. 2.ed. Bauru: Edipro, 2009. ALVIRA, Tomás; CLAVELL, Luís; MELENDO, Tomás - Metafísica. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2014. CALABRESE, Antonio – Diritto Penale Canonico. 3.ed. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2006. COSTA JÚNIOR, João Batista de O. Por quê, ainda, o abôrto terapêutico? Revista da Faculdade de Direito da USP, São Paulo, v. IX, p. 312-330, 1965. Preleção inaugural dos Cursos Jurídicos da Faculdade de Direito da USP de 1965. CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. A alma do embrião humano: a questão da animação e o fundamento ontológico da dignidade de...

A Garota Dinamarquesa é um disparate. Eu falo com conhecimento de causa. Fui uma mulher transgênero.

    by Walt Heyer     Por vezes eu me senti como se estivesse encurralado escutando uma interminável conversa de vendedor de pacote turístico. Quando acabariam aquelas frases de efeito tão previsíveis? A Garota Dinamarquesa está cheio de sentimentos fofos e pegajosos projetados para convencer heterossexuais “homofóbicos” ou “transfóbicos” de que as voltas e reviravoltas na vida de um transgênero são na verdade uma busca saudável e corajosa pelo seu verdadeiro eu. O filme transborda tópicos batidos do discurso LGBT. Num momento chave, o personagem principal exclama: “Eu finalmente sou quem eu sou!” A Garota Dinamarquesa , baseado num romance homônimo de David Ebershoff e dirigido por Tom Hooper, conta a história de Lilli Elbe, um dos primeiros beneficiários da cirurgia de mudança de sexo. O filme apresenta Eddie Redmayne no papel de Einar Wegener/Lilli Elbe, a emergente transgênero feminina. Alicia Vikander coestrela como Gerda, sua e...