Pular para o conteúdo principal

Postagens

Fernando Pessoa, a Era da Gnose, e o problema da modernidade

Escrito por Orlando Braga     A capacidade do homem comum e vulgar, em geral, de discernir o futuro mais próximo por intermédio da intuição de “probabilidades pesadas”, não existe no gnóstico devido a uma fé metastática que o possui e controla. Ao estudar os textos em prosa publicados de Fernando Pessoa — porque eu não os li, apenas: estudei-os, literalmente —, cheguei à conclusão de que não concordo com a mundividência dele em mais de 50%, embora também reconheça que ele foi mudando substancialmente de opinião à medida que avançava na idade, e não posso deixar de lhe reconhecer muita originalidade e mesmo genialidade na forma como construiu o seus raciocínios, mesmo que, a espaços, ideologicamente opostos entre si. E mesmo com a formação do partido de Hitler na década de 1920, e com a sua ascensão ao poder a partir do início da década de 1930, Fernando Pessoa — que faleceu em 1935 — não con...

O cientista de Deus

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês mostra que deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios  Representação do Big Bang, explosão cósmica que teria originado o universo. A Criação de Adão, Michelangelo (detalhe), século XVI Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da c...

Fique tranquilo, o mundo não vai acabar em 2012

    Profecias apocalípticas baseadas nos ciclos maias eram espalhadas aos quatro ventos até agora. Quem ainda era reticente em abandonar essas ideias pode respirar aliviado. Cientistas norte-americanos das universidades de Boston e do Texas, nos Estados Unidos, descobriram o mais antigo calendário astronômico maia até o momento, que data do século 9, pintado nas paredes do que parece ser um escritório de um sacerdote ou escrivão, na cidade guatemalteca de Xultún (galeria de fotos aqui ). O achado desmistifica as teses que previam o fim do mundo ao confirmar que existem, na verdade, 17 ciclos (baktun, no idioma maia), ao invés de 13, como se pensava até então. “Isso significa que o calendário maia continuará com seus ciclos por mais alguns milhões de anos”, disse o arqueólogo David Stuart, da Universidade do Texas. Então, não, ele não acaba em 2010. E, portanto, o fim do mundo ainda parece estar um pouquinho longe....

Medicina está sendo reduzida às questões econômicas

Medicina está sendo reduzida às questões econômicas Redação do Diário da Saúde Fornecedores e clientes Em uma denúncia contundente e alarmante, dois médicos britânicos alertam que a Medicina está sendo reduzida às questões econômicas. Os médicos, que antes precisavam aprender apenas a linguagem médica, agora devem também lidar com um mundo da saúde que transformou hospitais em fábricas e consultas médicas em transações econômicas. "Os pacientes não são mais pacientes, são 'consumidores' ou 'clientes'. Os médicos e enfermeiros foram transformados em 'fornecedores'," afirmam Pamela Hartzband e Jerome Groopman em um artigo no conceituado New England Journal of Medicine . Soluções de prateleira Segundo os estudiosos, as reformas dos sistemas de saúde que estão ocorrendo no mundo todo estão permitindo que economistas e políticos estabeleçam que os cuidados aos pacientes devam ser "industrializados e padronizados". "O...

O MARTÍRIO de TIRADENTES: uma FARSA CRIADA por LÍDERES da INCONFIDÊNCIA MINEIRA

  Mito ou verdade? (publicado num grupo de discussões)     Guilhobel Aurélio Camargo   Ele estava muito bem vivo, um ano depois, em Paris. O feriado de 21 de abril é fruto de uma história fabricada que criou Tiradentes como bode expiatório, que levaria a culpa pelo movimento da Inconfidência Mineira. Quem morreu no lugar dele foi um ladrão chamado Isidro Gouveia. A mentira que criou o feriado de 21 de abril é : Tiradentes foi sentenciado à morte e foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, no local chamado Campo da Lampadosa, que hoje é conhecido como a Praça Tiradentes. Com a Proclamação da República, precisava ser criada uma nova identidade nacional. Pensou-se em eternizar Marechal Deodoro, mas o escolhido foi Tiradentes. Ele era de Minas Gerais, estado que tinha na época a maior força republicana e era um polo comercial muito forte. Jogaram ao povo uma imagem de Tiradentes parecida com a de Cristo e era o ...

Doutor é quem fez Doutorado

Por Marco Antônio Ribeiro Tura * No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor. A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I. Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo “docentes” e “profissionais” venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos. Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que ess...

Método Paulo Freire ou Método Laubach?

David Gueiros Vieira    Mais do que uma mera ferramenta de manipulação comunista disfarçada de pedagogia, o “método Paulo Freire de alfabetização”, é também um plágio vergonhoso. Comentário de Klauber Cristofen Pires: Nesta semana está sendo realizada em Brasília a 1ª Bienal do Livro. Longe de ser um inocente evento literário, é totalmente temático em favor da ideologia marxista (leia o artigo A Bienal Socialista de Brasília ), e ali está sendo apresentada a Exposição "Sonhando com Paulo Freire, a educação que queremos", na Biblioteca Nacional de Brasília . Para o enriquecimento do evento, lembrei-me deste artigo do historiador David Gueiros Vieira, publicado originalmente no Mídia sem Máscara, em 9 de março de 2004 , intitulado “Método Paulo Freire ou Método Laubach?”, e que vale muito a pena ser relido, especialmente pelos pedagogos e estudantes de hoje . O Método Laubach de alfabetização de adultos foi ...