Pular para o conteúdo principal

Como reagir diante de professores doutrinadores na universidade?


vilageofthedamned
Luciano Ayan





Um leitor postou um questionamento muito pertinente, especialmente
por ter a ver com algo que afeta a vida de muitos estudantes
brasileiros. Veja:


Luciano, desculpe incomodá-lo, mas é que estou com um
grande receio e acredito que você possa ajudar, o ano letivo na minha
universidade está para se iniciar, a esta altura já sei quem serão os
meus professores, mas descobri que um professor meu de Direito Civil é
um petista convicto, e pelo que eu ouvi de amigos que já tiveram aula
com ele me deixou extremamente apreensivo pra falar a verdade, eu sempre
leio seu blog quando posso pois o considero muito útil, mas por
incrível que pareça eu não sei o que fazer nesse caso em especial por
isso peço sua orientação.
Esta é uma situação realmente complicada. Ou não. Tudo depende da reação a esses eventos.


Nestes casos, sugiro recobrar o primeiro principio da arte da guerra
política: política é guerra por outros meios. Por isso, precisamos
entender qual nosso objetivo antes de empreender batalhas políticas. Se o
território for inóspito, a briga pode não valer a pena.


Em ambientes de trabalho, por exemplo, eu já cheguei a sugerir a dissimulação. Isto quando o ambiente é desfavorável, é claro.


Tudo vai depender dos colegas. Se eles forem em maioria
liberais/conservadores, o ambiente pode se tornar favorável. Se estes
forem uma minoria, ocorrerá o inverso. Então aqui o negócio é esperar
para ver, antes de tomar as decisões.


Hoje em dia, se eu tivesse um professor petista convicto, em um
ambiente desfavorável, iria aproveitar para curtir toda a situação, e
até partiria para sátiras tão sutis que os socialistas não seriam
capazes de entender.


Enfim, avalie antes de tudo o ambiente. Depois, se o ambiente for
favorável, empreenda o combate. Caso contrário, guarde suas energias
para disputas em outro território.


Neste caso é especialmente importante não partir para o confronto,
mas não se deixar dominar mentalmente pelos zumbis que inexoravelmente
seguirão o professor.





fonte: Como reagir diante de professores doutrinadores na universidade? | Ceticismo Político

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Wokismo": uma religião universitária?

    Jean Marcel Carvalho França* É popular, e há séculos repetida com orgulho pelos seus membros, a história de que as universidades emergiram na paisagem urbana europeia, entre os séculos XI e XIV, como um espaço de liberdade e mesmo de rebeldia, um espaço em que se podia estudar, refletir e ensinar com uma certa flexibilidade, distante da rigidez e do dogmatismo do ambiente monástico, onde o conhecimento era majoritariamente produzido. O mundo, no entanto, é mudança, e quase nunca para as bandas que esperamos. A mesma instituição que surgiu sobre a égide da crítica e que, depois do iluminismo, se consolidou como o lugar do livre pensar e do combate ao tal obscurantismo, sobretudo o religioso, pariu recentemente, entre o ocaso do século XX e as décadas iniciais do XXI, uma religião tão ou mais dogmática do que aquelas que dizia combater: a religião woke . Para os interessados em conhecer mais detalhadamente a história e os dogmas desse discurso de fé que cobra contrição mas ...

Missa na UFRJ

Na virada do século XX, jornais franceses citaram o Brasil

Além dos periódicos editados na França, circulavam pelo país publicações em francês produzidas aqui, indica pesquisa. Machado de Assis, Lima Barreto e Oswald de Andrade estão entre os leitores mais famosos   Por José Tadeu Arantes Agência FAPESP – Periódicos franceses tiveram circulação expressiva no Brasil, na passagem do século XIX ao XX. E contribuíram não apenas para o entretenimento e o aprimoramento cultural da elite letrada, mas também para a melhoria da imprensa brasileira, com a adoção de padrões editoriais mais exigentes. Le Figaro , Le Matin e Le Petit Journal foram alguns dos jornais, produzidos na França, que circularam no Brasil. Além deles, havia publicações, escritas em francês ou bilíngues, impressas por aqui. Machado de Assis, Lima Barreto, Coelho Neto e Oswald de Andrade estiveram entre os leitores mais famosos desses periódicos. Essas e outras informações fazem parte do material já levantado pela pesquisa “As transferênc...