Água para a vida




Mario Saturno*

A Organização das Nações Unidas (ONU) faz um
importante alerta às autoridades políticas do mundo, a escassez de água
já é uma realidade e afeta todos os continentes. E cerca de 1,2 bilhão
de pessoas, ou quase um quinto da população mundial, vivem em áreas de
escassez. Outros 1,6 bilhão de pessoas enfrentam escassez de água por
falta de infra-estrutura necessária para captar e levar a água de rios e
aquíferos.

A escassez de água é um dos principais problemas a
serem enfrentados por muitas comunidades do mundo no século XXI. O
consumo de água cresce mais que o dobro da taxa de crescimento da
população e embora não haja escassez global de água, está aumentando o
número de regiões com escassez crônica de água.

A escassez de água é um fenômeno tanto natural como gerado pelo homem. Há suficiente
água potável no planeta para sete bilhões de pessoas, mas ela é
distribuída de forma desigual, é desperdiçada, poluída e mal gerida.

Para lidar com o problema, a ONU estabeleceu diversos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio, como fornecer água para usos domésticos e
produtivos (agricultura, indústria e outras atividades econômicas), pois
isso tem impacto direto sobre a pobreza e a segurança alimentar.
Melhorar a gestão da água e de águas residuais visando reduzir os riscos
de doenças transmitidas por mosquitos, como a malária e a dengue.

No Brasil, algumas medidas estão sendo feitas. Se na época da ditadura
as Frentes de Trabalho (a bolsa-família da época) faziam muitos açudes,
atualmente o combate à falta d’água se dá com a instalação de sistemas
de captação de águas pluviais, pois mesmo no Nordeste brasileiro chove, e
na Transposição do Rio São Francisco.

O governo federal já
entregou cerca de 600 mil cisternas. Cada reservatório é construído com
placas de cimento e tem capacidade para 16 mil litros, suficiente para
abastecer uma família de cinco pessoas por até oito meses, amenizando os
efeitos da seca prolongada.

Quanto à transposição, o governo
federal conseguiu surpreender ainda mais, apesar das obras da
transposição estarem atrasadas em mais de três anos e já com o custo em
dobro, de R$ 4,6 bilhões para os R$ 8,2 bilhões, o governo resolveu
ampliar a transposição construindo dois novos canais, os eixos sul e
oeste. Enquanto o governo delira sonhos de grandeza, o povo nordestino
padece de sede.

Do outro lado do hemisfério, outro sonho parece
materializar-se, em San Luis, Arizona, uma companhia planeja erguer até
2018 uma torre de vento, que é um cilindro oco, muito alto, como uma
chaminé. No topo dessa torre, água é aspergida reduzindo a temperatura
do ar, que cai pelo tubo. Espera-se gerar ventos descendentes de 80
km/h. No solo, encontram-se turbinas que captam o vento e convertem em
energia elétrica.

Curiosamente, esse projeto não é novo, há
patente de 1975 nos Estados Unidos da América. A maioria dos sistemas de
captação de energia gera calor, nessa abaixa a temperatura.
Comprovando-se a viabilidade econômica do projeto, muitos locais que tem
o ar muito seco tornam-se interessantes. O mais interessante é que água
salgada pode ser utilizada e resultando ainda muita água pura.



Mario Eugenio Saturno (cienciacuriosa.blog.com) é Tecnologista Sênior do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.







fonte: Mario Saturno

Dinheiro não compra educação de qualidade

  

José Maria e Silva

Caso a educação pudesse ser feita apenas com dinheiro, sem dúvida, o  Brasil teria um ensino de Primeiro Mundo. Com a promulgação pela  presidente Dilma Rousseff do Plano Nacional de Educação (Lei Federal  13.005), em 25 de junho último, o Brasil terá de aplicar 10% do Produto  Interno Bruto (PIB) em educação, o que significa uma soma anual de R$  484 bilhões, considerando o PIB de 2013, segundo o IBGE. Hoje, o País  investe 5,8% do PIB em educação e, a partir do quinto ano de vigência do
plano, isto é, em 2019, esse investimento terá de ser de 7%, alcançando os 10% no final da vigência do plano, em 2024.
Com os 5,8% que já investe na educação, o Brasil desponta como um dos  países que mais investem no setor. Segundo reportagem da “Folha de S.  Paulo”, publicada em 5 de junho, “entre os países com maior peso na  renda mundial, reunidos no G-20, os desembolsos com a educação variam de 2,8%, na Indonésia, a 6,3% do PIB no Reino Unido, de acordo com a ONU”. Ou seja, o Brasil já está próximo do topo do investimento e, com os 10% do PIB para a educação, tende a se isolar na liderança entre as grandes economias, ficando atrás apenas de nações diminutas, como Lesoto, que  lidera investindo 13% do PIB, ou de Cuba, cujas estatísticas sociais –  jamais fiscalizadas a sério pela ONU – são tão confiáveis quanto uma  nota de 3 reais.
O comprometimento desse porcentual do PIB no ensino foi a grande bandeira da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, liderada pelo ex-líder  estudantil Daniel Cara, com uma vasta rede de apoiadores nacionais e  internacionais, que vão desde a ONG ActionAid, presente em mais de 40  países, até a Unesco e o Unicef, organismos da ONU para a educação, a  cultura e a criança, passando pela Open Society do megainvestidor  Georges Soros. Essa medida irá salvar a educação brasileira? A resposta é
não. Nas condições em que se encontra o ensino no País, investir 10% do PIB em educação é quase jogar sal em carne podre. E uma das razões para se considerar esse gasto um desperdício e não um investimento é, sem  dúvida, o viés ideológico da educação brasileira.
O próprio Plano Nacional de Educação é um sintoma da doutrinação que  impera nas escolas do País, tanto públicas quanto privadas. A Campanha  Nacional pelo Direito à Educação, que sustentou a luta pela aprovação do plano e dos 10% do PIB, é muito mais do que a face de Daniel Cara,  fartamente entrevistado pela imprensa como líder do movimento. Seu  comitê diretivo conta com 11 entidades, entre elas o Centro de Cultura  Luiz Freire, um grupo de esquerda radical de Pernambuco, sediado em  Olinda, que defende o controle social dos meios de comunicação, e até o  indefectível MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com 2 mil es­colas em seus assentamentos e a­campamentos, nas quais oferece uma educação à moda cubana, tendo Che Guevara como modelo.
Universidades viraram incubadoras de minorias

Hoje,muitos movimentos sociais não surgem espontaneamente – são fomentados  ou até criados pelas universidades, que se tornaram verdadeiras  incubadoras de minorias. Na maior parte dos casos, de forma culposa, em  decorrência de uma pregação ideológica geral, mas, em alguns casos, de
modo doloso, por meio da organização institucional desses movimentos,  que contam até com financiamento público, geralmente com verbas  destinadas à pesquisa e à extensão universitária.
É o caso, por exemplo, do Centro de Difu­são do Comunismo da  Uni­ver­si­dade Federal de Ouro Preto (MG), um programa de extensão  vin­culado ao Curso de Serviço Social da universidade, que oferecia
bolsas de pesquisas para os alunos participantes de suas atividades de  militância política contra o capitalismo.
Apesar de declarar que “não é um programa acadêmico com objetivos  político-partidários”, o Centro de Difusão do Comunismo afirma que seu  objetivo é “desenvolver o trabalho de ensino, pesquisa e extensão a  partir da perspectiva da classe trabalhadora – do ser social que  trabalha e é explorado – e lutar por uma sociedade para além do  capital!”. O próprio nome não poderia ser mais expressivo: em vez de um  “grupo de estudos” do marxismo, como muitos que pululam dentro das  universidades pelo País afora, trata-se de um “centro de difusão” do  comunismo, o que revela o seu papel de militância política e não de estudo apenas teórico.
Diante desse aparelhamento político da universidade, um advogado de São Luís  do Maranhão, Pedro Leonel Pinto, entrou com uma ação popular contra o centro comunista e conseguiu que a Justiça Federal suspendesse o custeio de suas atividades por parte da Universidade Federal de Ouro Preto, que
ficou impedida de fornecer professores e disponibilizar suas  dependências para as atividades do centro. Todavia, a única medida que deve ter surtido efeito prático foi a suspensão do pagamento das bolsas
de extensão para os ativistas do centro, pois a pregação comunista continuou dentro da própria universidade, a despeito da decisão da Justiça.
De 24 de abril a 10 de julho último, por exemplo, o Núcleo de Estudos Marxistas da Federal de Ouro Preto, vinculado ao CNPq, promoveu um encontro sobre a obra do marxista húngaro István Mészáros, realizado nasdependências do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da universidade. Nos cartazes de divulgação das palestras aparece a frase: “Em apoio ao Centro de Difusão do Comunis­mo”. No mês de maio, também nas dependências do instituto, foi realizado um “Encontro com os Traba­­lhadores”, envolvendo quatro sindicatos, promovido pelo Curso de Serviço Social em apoio ao Centro de Difusão do Comunismo. No cartaz de divulgação do evento, uma frase desafiadora: “Ação judicial nenhuma vai
impedir nossa luta ao lado dos trabalhadores”.
Minorias com verbas milionárias

Não se trata de um caso isolado, mas de uma tendência. Pelo Brasil afora, núcleos de estudantes de pós-graduação ou graduandos com bolsa de iniciação científica engrossam as fileiras de movimentos como a Marcha das Vadias, a Marcha da Maconha, o Movimento Passe Livre e os black blocs, geralmente associando a militância política com as atividades discentes. O movimento gay, o movimento negro e o movimento feminista são os que mais se beneficiam da doutrinação ideológica que impera nos
meios acadêmicos. Hoje, na área de humanidades, não faltam linhas de pesquisa destinadas aos estudos de raça e de gênero, que se tornaram até mais atraentes do que os estudos de classe das velhas gerações do marxismo ortodoxo, calcado no materialismo histórico-dialético.


O próprio movimento negro, que tem raízes numa luta justa contra o racismo, especialmente nos Estados Unidos, adquiriu contornos claramente artificiais, chegando a ser ele próprio segregacionista ao tratar o
branco como inimigo e o mulato como um ser desprezível, que só é digno  de respeito caso se assuma como negro. No excelente livro “Uma Gota de Sangue”, o geógrafo e sociólogo Demétrio Magnoli disseca a criação artificial de minorias pelo mundo afora, num levantamento à altura dos estudos do economista norte-americano Thomas Sowell, que, analisando as ações afirmativas de países como Estados Unidos, Índia, Ni­gé­ria, Sri Lanka e Malásia, de­monstra a ineficácia das políticas pú­blicas que visam a emancipar as mi­norias e, no mais das vezes, acabam produzindo injustiças e conflitos.
E o que é mais grave: muitas dessas minorias só tomam consciência de si, criando uma história que nunca tiveram, por meio do discurso ideológico produzido nas universidades e fomentado com recursos de poderosas fundações privadas, como a Fundação Ford. De­métrio Magnoli descreve esse fenômeno: “Diferentemente das nações, que emanam de um processo complexo de fabricação de uma história, uma literatura e uma geografia, as ‘minorias’ da globalização emergem apenas de uma postulação étnica
superficial. Nações podem até ser interpretadas como imposturas, mas sãoimposturas nas quais o povo acredita. As ‘minorias’, em contraste, são imposturas nas quais nem mesmo os impostores acreditam”.
Para Demétrio Magnoli, as elites multiculturalistas que formam essas minorias artificiais “não precisam de apoio popular, pois a sua legitimidade se conquista nos salões suntuosos das instituições internacionais”. O autor mostra que só a Fundação Ford destinou 280 milhões de dólares, em 2001, para criar programas de pós-graduação voltados para a formação de “lideranças emergentes de comunidades
marginalizadas fora dos EUA”. Segundo outras fontes, de 1962 a 2001, a Fundação Ford investiu só no Brasil 347 milhões de dólares, em valores corrigidos pela inflação. Magnoli afirma que “as subvenções da Fundação replicaram nas universidades brasileiras os modelos de estudos étnicos e de ‘relações raciais’ aplicados nos EUA e consolidaram uma rede de organizações racialistas que começaram a produzir os discursos e demandas dos similares norte-americanos”.
Atentado à dignidade humana

Ora,se até o histórico movimento negro já está perdendo suas raízes legítimas e se tornando um engenho ideológico da academia, o que dizer de movimentos sem qualquer lastro histórico, como a Marcha das Vadias? Tanto no Canadá, onde teve origem, quanto no Brasil, que imita tudo,
essa marcha é pura consequência dos estudos de gênero que se disseminaram pelas universidades de todo o mundo. Vá lá que, em metrópoles como São Paulo ou Nova York, onde existem tribos para todos
os gostos, esse tipo de marcha pudesse surgir espontaneamente (e nem isso ocorre). Mas o que dizer da modesta cidade de Jataí, no interior deGoiás, com seus 93.759 habitantes? Lá, a “Marcha das Vadias” só existe porque conta com o apoio do Campus UFG, por meio de um grupo de extensãosobre gênero, direitos e violência.

O extremismo ideológico que grassa nas universidades pode chegar ao ponto de destruir a própria dignidade humana, equiparando-se aos experimentos de Joseph Men­gele no ápice do terror nazista. Em 29 de maio último, os alunos do curso de Produção Cultural da Universidade Federal  Fluminense, como parte da disciplina chamada “Corpo e Resistência”,  promoveram no Campus de Rio das Ostras o evento “Xereca Satânica”, em  que, a pretexto de denunciar o alto índice de estupro, uma mulher teve a vagina costurada no meio da festa. Depois que o evento foi denunciado na grande imprensa, a Polícia Federal chegou a abrir inquérito para apurar responsabilidades, mas provavelmente a investigação não dará em
nada, esbarrando na apregoada liberdade estética de seus promotores.
Mais espantoso do que o próprio evento foi a defesa que se tentou fazer dele. O coordenador do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, Daniel Caetano, graduado em Cinema e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, explicou que a mulher que teve a vagina costurada integra um coletivo de Minas Gerais que foi ao Rio  especialmente para participar do evento. E acrescentou: “É um coletivo  que está habituado a fazer performances como a que aconteceu, feitas para chocar a sensibilidade das pessoas e fazê-las pensar sobre seus próprios limites”. Ora, se é para testar limites, que se acabe com a tal Comissão da Verdade e se contratem torturadores da ditadura para fazer
performances nas universidades.
Daniel Caetano foi ainda mais longe, afirmando taxativamente: “Embora não  tenham sido feitos ‘rituais satânicos’ e o título do evento fosse essencialmente provocativo (ao contrário do que o jornalismo marrom
afirmou), precisamos dizer que não haverá de nossa parte qualquer censura a atos do gênero”. E desafiou: “Qualquer pessoa em cargo público que porventura se posicionar contra a performance será por nós  inquirida acerca de suas atitudes prévias contra os estupros em Rio das  Ostras”. Engraçado é que essa gente, quando se trata de combater criminosos armados, sempre fica contra a polícia, alegando que violência não se combate com violência. Mas na universidade ensina a combater o  estupro estuprando – o corpo, a inteligência e a dignidade humana.
Efeitos negativos na educação básica

Mas engana-se quem pensa que essa ideologia destrutiva fica restrita às  universidades e afeta apenas a qualidade do ensino superior. Ela tem graves consequências na sociedade, especialmente em áreas como saúde e educação. Esse tipo de ativista, até por integrar coletivos ideológicos, participando de amplas redes de relacionamento acadêmico, acaba fazendo especialização, mestrado, doutorado e se tornando autoridade pedagógica, indo pontificar na educação básica sobre gênero, minorias, exclusão. Em que outro lugar um especialista em costurar vagina e teorizar sobre isso arranjaria trabalho? Só mesmo nas Secretarias de Educação, onde poderá pontificar sobre teoria de gênero e “heteronormatividade burguesa”, coordenando a distribuição de camisinhas e kit gay.

Agora pensem quantas camisinhas não dá para distribuir nas escolas com 10% do PIB para gastar? É por isso que, antes de se investir essa fabulosa  soma de recursos na educação, seria preciso combater a doutrinação nas escolas. É evidente que o conhecimento não é absolutamente neutro e o
professor ou o autor de um livro, na relação com seus alunos e leitores,fatalmente há de misturar alguma crença pessoal em meio aos fatos que leciona. Mas justamente por reconhecer essas limitações humanas, é que aciência sempre se esforçou para criar métodos que afastassem ao máximo a
inevitável subjetividade do indivíduo – e a educação, que serve à ciência e dela se serve, tam­bém esposou esse mesmo prin­cípio, inculcando no mestre a necessidade de cultivar a imparcialidade.
Mas, hoje, ocorre o contrário: ancorando-se em pensadores como o pedagogo  Paulo Freire e o filósofo Michel Foucault, o ensino se tornou um instrumento das mais diversas lutas políticas, transformando as escolas num feirão de experimentos de gueto, em que cada minoria julga-se no direito de ter o seu português, a sua matemática, a sua história, a sua geografia, a sua literatura, dilapidando o patrimônio comum que tornou possível o surgimento das grandes civilizações ao longo da história.
Seminário contra a doutrinação 

Felizmente,já surgem reações a essa destrutiva politização do ensino. Exemplo  disso é a ONG Escola Sem Partido, fundada e coordenada pelo jurista Miguel Nagib, à frente de um grupo de pais e alunos que lutam contra a doutrinação nas escolas. Além do blog que leva seu nome e acumula dezenas de estudos de caso de doutrinação, a ONG realizará na próxima quinta-feira, 24, em Brasília, o I Congresso Nacional so­bre Doutrinação Política e Ideológica nas Escolas, em parceria com a Federação Nacional das Escolas Particulares. O evento será sediado no Colégio Ciman, em  Brasília, e terá transmissão ao vivo pela internet, no site da Fenep. O filósofo Olavo de Car­valho será um dos palestrantes, por  videoconferência, diretamente dos Estados Unidos, onde reside.
Um fato que chama a atenção no seminário é a presença de professores universitários com doutorado, numa prova de que a fortaleza ideológica da esquerda no ensino superior não é inexpugnável. Luís Lopes Diniz Filho é doutor em Geografia pela USP, professor do Depar­tamento de Geografia da UFPR e autor dos livros “Funda­mentos Epistemoló­gicos da Geografia” (2009) e “Por uma Crítica da Geografia Crítica” (2013). Bráulio Porto de Matos é professor da Faculdade de Edu­cação de Brasília, mestre e doutor em sociologia pela UnB e pós-doutor pela University of Sussex, além de autor de “Pedagogic Authority and Girard’s Analysis of Human Vio­lence” e co-autor de “A Pós-Gra­du­ação no Brasil – Formação e Tra­ba­lho de Mestres e Doutores no País”.
O medievalista Ricardo da Costa é professor do Depar­ta­mento de Teoria da Arte e Música da Uni­ver­sidade Federal do Es­pí­rito e doutor pelo Institut Su­perior d’Investigació Coope­ra­tiva Ivitra. Trajano Sousa de Melo é promotor de Justiça do Minis­tério Público do Distrito Federal e Territórios. Ana Caroline Cam­pagnolo é mestranda em História na  Universidade do Estado de Santa Catarina e foi professora de História na rede de ensino pública e privada de seu Estado. Miguel Nagib é advogado e o idealizador de tudo isso. Este que vos escreve completa o quadro de palestrantes. E levo comigo Durkheim, que profeticamente alertava: “De  que serviria uma educação que levasse à morte a sociedade que a
praticasse?”.




Publicado no Jornal Opção.


José Maria e Silva é sociólogo e jornalista.


fonte: Mídia Sem Máscara - Dinheiro não compra educação de qualidade

Competição destrói criatividade feminina

Redação do Diário da Saúde



Competição destroi criatividade feminina
"Se as equipes trabalham lado a lado, as mulheres tendem a ter melhor
desempenho e até mesmo superam os homens - elas são mais criativas."
[Imagem: Washington University St. Louis]
em brigas



Pesquisas recentes haviam sugerido que as mulheres têm um melhor desempenho em grupos de trabalho pequenos, e que a entrada de mulheres
para um grupo é uma maneira infalível para aumentar a colaboração e a
criatividade da equipe.


Mas um novo estudo mostrou que isso só é verdade quando as mulheres
trabalham em equipes que não estão em um ambiente competitivo.


Nessas situações, os benefícios normalmente trazidos pelas mulheres em situações mais amenas não se concretizam.


"A competição intergrupal é uma faca de dois gumes que, em última
instância, dá uma vantagem para grupos compostos predominantemente ou
exclusivamente por homens, prejudicando a criatividade dos grupos
formados por mulheres," explica Markus Baer, da Universidade de
Washington em St. Louis.


O estudo sugere que os homens se beneficiam criativamente do embate
cabeça a cabeça com outros grupos, enquanto os grupos de mulheres rendem
melhor em situações menos competitivas.


Conforme a competição intergrupal fica mais quente, os homens se tornam mais criativos e as mulheres nem tanto.


"As mulheres contribuíram cada vez menos para a produção criativa da
equipe quando a competição entre as equipes ficou acirrada, e esta queda
foi mais pronunciada em equipes compostas inteiramente de mulheres,"
disse Baer.



Criatividade sem competição



Os resultados são contra-intuitivos, porque estudos anteriores
mostraram que as mulheres geralmente são mais colaborativas do que os
homens quando se trabalha em equipe.


"Se as equipes trabalham lado a lado, as mulheres tendem a ter melhor
desempenho e até mesmo superam os homens - elas são mais criativas.


"Porém, tão logo você adiciona o elemento competição, o quadro muda.
Os homens nessas circunstâncias se tornam mais coesos. Eles se tornam
mais interdependentes e mais colaborativos, acontecendo justamente o
oposto com as mulheres.


"Assim, o que é verdade para circunstâncias não-competitivas inverte quando a situação fica competitiva," explicou Baer.




fonte: Competição destrói criatividade feminina

Sociedade floresceu quando homem se tornou mais gentil


Redação do Diário da Saúde


Sociedade floresceu quando homem se tornou mais gentil
Humanos teriam ficado mais delicados e mais gentis, permitindo o
florescimento da civilização.[Imagem: Robert Cieri/University of Utah]

Mudança nos crânios

Os seres humanos modernos aparecem no registro fóssil cerca de
200.000 anos atrás, mas foi apenas há cerca de 50.000 anos que a arte e a
construção de ferramentas avançadas se generalizaram.

Robert Cieri, da Universidade de Utah (EUA), acredita que isso
aconteceu devido ao que parece ser uma redução no nível do hormônio
testosterona nas populações humanas que se sucederam ao longo desses
milênios.

Segundo ele, os crânios humanos mudaram de uma maneira que indica uma
redução dos níveis de testosterona no mesmo período em que a cultura
estava florescendo.

"Os comportamentos humanos modernos de inovação tecnológica, fazer
arte e estabelecer intercâmbios culturais provavelmente vieram ao mesmo
tempo em que desenvolvemos um temperamento mais cooperativo," disse
Cieri.

Gentileza abre caminho para a civilização

A hipótese é baseada nas medições de mais de 1.400 crânios antigos e modernos.

Nesse período, desaparecem aos poucos as sobrancelhas grossas e as
cabeças se tornam mais arredondadas - o que os pesquisadores chamam de
"traços mais femininos" -, o que poderia estar associado com uma redução
dos níveis de testosterona atuando sobre o esqueleto.

Com menos testosterona - o hormônio masculino por excelência - os
seres humanos teriam-se tornado mais gentis uns com os outros e mais
cooperativos, levando ao florescimento da civilização.

Sociedade floresceu quando homem se tornou mais gentil
À esquerda, crânio antigo, mostrando diferenças em relação aos crânios  modernos (direita), com "traços mais femininos", segundo os  pesquisadores. [Imagem: Robert Cieri/Universidade de Utah]

Em um estudo clássico com raposas siberianas, animais que eram menos
cautelosos e menos agressivos para os humanos assumiram uma aparência e
comportamento diferentes, parecendo mais joviais depois de várias
gerações de cruzamentos seletivos.

"Se vimos um processo que leva a essas mudanças em outros animais,
isso pode ajudar a explicar quem nós somos e como chegamos a ser desse
jeito," defende Brian Hare, coautor do estudo.

Progresso humano

Há uma série de teorias sobre por que, depois de 150 mil anos de
existência, o ser humano de repente deu um salto no desenvolvimento e
uso da tecnologia.

Cerca de 50.000 anos atrás, surgiram inúmeras provas da fabricação de
ferramentas de ossos, chifres e lascas de sílex, armas de projéteis,
tiras de couro, equipamentos de pesca e controle preciso do fogo.

Se isto foi impulsionado por uma mutação do cérebro, pelos alimentos
cozidos, pela agricultura ou pelo advento da linguagem ninguém sabe -
teorias não faltam.

Este novo estudo argumenta que viver juntos e cooperando uns com os
outros estabeleceu uma espécie de "prêmio pela afabilidade", diminuindo a
agressividade, o que, por sua vez, levou a alterações nos rostos e mais
intercâmbio cultural entre os grupos.





fonte: Sociedade floresceu quando homem se tornou mais gentil

O argumento mais simples e mais direto da existência de Deus


M82: Great Observatories Present Rainbow of a Galaxy 

William Lane Craig é um dos mais destacados apologistas cristãos da atualidade, especialmente em questões sobre a existência de Deus, a Ressurreição de Jesus, e da moralidade objetiva. O filósofo cristão viaja pelo país dando workshops e palestras, mas é mais conhecido por seus debates públicos com conhecidos ateus e céticos (você pode assistir a muitos deles online através de seu excelente site Reasonable Faith)

Durante esses debates, Craig tem um tempo muito curto para fazer uma exposição clara e convincente para Deus. Um de seus argumentos favoritos, no qual ele escreveu sua tese de doutorado, é o argumento cosmológico Kalam. Os cristãos têm muitos argumentos para Deus, Mas o Kalam se tornou cada vez mais popular porque é simples, fácil de lembrar, e a física moderna afirma uma de suas premissas fundamentais (nota: o argumento não depende da ciência, mas a ciência mais recente fortemente lhe confirma.)

O argumento Kalam é bastante simples:

1. Tudo que começa a existir tem uma causa para a sua existência.
2. O universo passou a existir.
3.  Portanto, o universo tem uma causa para a sua existência, fora de si mesmo.

Ontem, Craig lançou um vídeo curto de cinco minutos cobrindo o argumento básico. Vê-lo algumas vezes, lembre-o de dentro e fora de, e você estará preparado próxima vez que alguém lhe diz: “Não há nenhuma evidência de Deus!”

(Se você não puder ver o vídeo acima, clique aqui.)

Se você gostaria de ir mais fundo neste e em outros argumento, sugiro ver estes vídeos sobre os livros Em Guarda e Apologética Contemporânea  e os livros aqui e aqui, do Dr. William Craig, para uma perspectiva mais acadêmica. Procure pelo desafiador livro Novas provas da existência de Deus: contribuições da física e filosofia contemporânea, do pe. Robert Spitzer Finalmente, explore os artigos e discussões em StrangeNotions.com onde cobrimos argumentos como este quase todos os dias. O dr. Edward Feser contribuiu recentemente em uma postagem especialmente interessante intitulada Então você acha que entende o argumento cosmológico?, o qual vamos em breve disponibilizar em português aqui no site.

Fonte: http://brandonvogt.com/kalam-argument/
Tradução: Emerson de Oliveira

Leia mais: http://logosapologetica.com/o-argumento-mais-simples-e-mais-direto-da-existencia-de-deus/#ixzz2av384aWW
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