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O futuro do ensino segundo Ricardo Semler

Presidente da Semco Partners fundou no Brasil, há 15 anos, a escola Lumiar, cuja metodologia é exportada, hoje, para Estados Unidos e Europa Igor Ribeiro 22 de maio de 2018 - 8h02   Neste 2018, fazem 30 anos que Ricardo Semler lançou seu primeiro livro,  Virando a Própria Mesa, e são 15 anos desde a inauguração da escola Lumiar, em São Paulo. Nesse ínterim, o executivo investiu, como presidente da Semco Partners, em diversas linhas de negócio, inclusive uma consultoria internacional para ajudar outras empresas — algumas delas, grandes contas como ABN Amro, Mitsubishi e Deutsche Telecom — a implementarem algumas das ferramentas que tornaram célebre seu método de gestão. Afinal, transformou a empresa familiar que assumiu, em 1982, repleta de dívidas, quando tinha apenas 23 anos...

Hilaire Belloc: Defensor da Fé

FREDERICK D. WILHELMSEN Se tivéssemos dez Bellocs no mundo católico de língua inglesa nos últimos cinquenta anos, poderíamos ter convertido todo o kit-e-caboodle e evitado a bagunça em que nos encontramos hoje. Hillaire Belloc (1870-1953) Com essa declaração impossível atrás de mim, eu poderia começar com uma história contada sobre ele - ele era um homem que colecionava mitos sobre sua pessoa, e não posso verificar a verdade disso. Ao ser honrado com uma decoração papal até a velhice, Belloc se recusou a gastar o dinheiro necessário para comprar a medalha e resmungou: "O que eles diriam se eu mudasse de idéia?" Hilaire Belloc não foi construído para se adaptar a qualquer tecido fabricado pelo homem mortal. Embora muitas vezes ele reclamasse sobre sua própria idade (não estou falando de sua idade cronológica - ele sempre reclamou disso!), Mas de seu momento no tempo -, Belloc teria sido impossível em qualquer outra época. Cr...

O que pensa Roger Scruton, o guru da nova direita brasileira

O filósofo britânico ganhou notoriedade no Brasil no final dos anos 2000 e cada vez mais seus livros ganham versões nacionais. Mas, afinal, qual é a essência de seu pensamento?    Nunca imaginei quando li pela primeira vez os textos de Roger Scruton que eles se transformariam em uma espécie de Evangelho – muito menos que o filósofo britânico conservador seria o equivalente de um “Michel Foucault da Nova Direita Brasileira”. Era final dos anos 2000 e eu fazia parte da equipe de uma publicação que ajudei a criar, a Dicta&Contradicta, e todos nós ouvíamos o nome dele somente nos artigos escritos por Olavo de Carvalho para os jornais O Globo e Diário de Comércio. Poucos sabiam quem era o sujeito. Ao pesquisar mais um pouco na Internet, conseguimos ler seus ensaios eruditos na The New Criterion e na The Spectator, revistas culturais high-brow de língua inglesa, e ficamos impressionados com a abrangência dos temas e no modo direto ...