Em busca da cultura

Cultura não é só aquisição de conhecimento, é a formação de uma personalidade ao mesmo tempo arraigada na realidade histórico-social concreta e capaz de transcendê-la intelectualmente.

Em artigo escrito já há algum tempo, o publicitário Nizan Guanaes observa que às nossas classes altas falta, sobretudo, cultura. Pura verdade, mas por que somente às classes altas? Ao longo da quase totalidade da história humana, o conjunto dos homens mais cultos e sábios raramente coincidiu com o dos mais ricos e socialmente brilhantes. “Livros e dinheiro são uma mistura perfeita para elegância, savoir faire e bom gosto”, diz Guanaes. É certo. Mas também é certo que elegância, savoir faire e bom gosto não são propriamente a alta cultura: são a vestimenta mundanizada que ela assume quando desce do círculo das inteligências possantes e criadoras para o âmbito mais vasto dos consumidores abonados, da sociedade chique. São cultura de segunda mão.

O que falta no Brasil não são apenas ricos educados. O que falta são intelectuais capazes de educá-los. Um indício claro, entre inumeráveis outros, é que nenhuma universidade brasileira, estatal ou privada, foi jamais incluída na lista de cem melhores universidades mundiais do Times de Londres (Times Higher Education World Ranking). Não há nessa exclusão nenhuma injustiça. Rogério Cezar de Cerqueira Leite explicou o porquê

Foi talvez sentindo obscuramente a gravidade desse estado de coisas que o próprio Guanaes mandou seu filho estudar na Phillips Exeter Academy, de New Hampshire, tida como a melhor escola preparatória americana, na esperança de colocá-lo depois em alguma universidade da Ivy League, como Harvard, Yale, ou Columbia.

Sem deixar de cumprimentar o publicitário pelo seu zelo paterno, observo que suas próprias ações provam antes o meu diagnóstico da situação do que o dele: se cultura faltasse somente aos homens ricos, bastaria enviar seus filhos a alguma universidade local ou fazê-los conviver com intelectuais de peso em São Paulo ou no Rio, e decorrida uma geração o problema estaria resolvido. Mas aí é que está: faltam universidades que prestem e os grandes intelectuais morreram todos, sendo substituídos por duas gerações de tagarelas incompetentes, cabos eleitorais e cultores da própria genitália, como documentei abundantemente em O Imbecil Coletivo (1996) e O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser Um Idiota (2014), além de centenas de artigos, muitos deles neste mesmo Diário do Comércio.
Ricos e até governantes incultos não são, por si, nenhuma tragédia, desde que haja em torno uma classe intelectual séria, capaz de lhes impor certos padrões de julgamento que eles não precisam compreender muito bem, só respeitar. Foi assim na Europa ao longo de toda a Idade Média e até épocas já bem avançadas dentro da modernidade, quando a casta nobre considerava que a única ocupação digna da sua posição social era a guerra, deixando os estudos para os padres e demais interessados. O Imperador Carlos Magno só começou a aprender a ler – de má vontade – depois dos trinta anos. Afonso de Albuquerque, sete séculos depois, ainda considerava que saber línguas estrangeiras era coisa para subalternos. A alta cultura não era sinal de posição social elevada, era um ofício especializado. Daí a palavra clerc, “clérigo”, que não designava só os sacerdotes, mas, de modo geral, toda pessoa letrada. 

Complementarmente, os homens de estudos eram o que podia haver de mais diferente do grand monde, dos ricos e elegantes. Até bem recentemente, mesmo nos EUA, os intelectuais, sobretudo universitários, primavam por uma vida austera, sem divertimentos nem confortos, a não ser que, por coincidência, viessem eles próprios de alguma família rica.

Tudo mudou nos anos 80, com o advento dos yuppies. Um yuppie é um jovem com diploma de universidade prestigiosa, um emprego regiamente pago em alguma cidade grande, um círculo de amigos importantes que se reúnem em clubes chiquérrimos e uma cabeça repleta de regras de polidez politicamente corretas, um conjunto formidável de não-me-toques que facilitam a aceitação social na mesma medida em que dificultam o pensamento. Foi aí que formação cultural começou a significar elegância, bom gosto e refinamento em vez de conhecimento e seriedade intelectual.

Esse foi um dos danos maiores produzidos pela desastrosa administração Jimmy Carter. Até os anos 70 os EUA ainda tinham a melhor educação do mundo, toda ela fruto da iniciativa autônoma da sociedade. A intervenção estatal, associada ao império do esquerdismo chique e ao açambarcamento de toda  atividade cultural pela burocracia universitária, iniciou o processo de degradação intelectual documentado por Russell Jacoby em The Last Intellectuals: American Culture in the Age of Academe e por Allan Bloom em The Closing of the American Mind, ambos de 1987.       

No Brasil, a palavra “Harvard” ainda pode significar altíssima cultura, mas nos EUA ela evoca antes a pessoa de Barack Hussein Obama, que chegou a diretor da Harvard Law Review sem ter ultrapassado o nível das redações ginasianas e depois fez fama de autor com dois livros escritos inteiramente por Bill Ayers, um terrorista doublé de talentoso artista da palavra.            

Nada mais expressivo do vazio intelectual de Harvard do que o sucesso de John Rawls, o qual, segundo a boutade de Eric Voegelin, escreveu uma Teoria da Justiça sem notar que se tratava de uma teoria da injustiça. 

O que hoje resta da antiga pujança intelectual americana refugia-se em grupos autônomos, como o círculo de discípulos do próprio Eric Voegelin, as redações de New Criterion e Commentary, meia dúzia de editoras high brow ou o time seleto de scholars que compõem a equipe de Academic Questions, uma revista acadêmica dedicada ao estudo... da decadência acadêmica.

Em comparação com o que temos no Brasil, é muito, é uma abundância invejável, mas, para o antigo padrão americano, é quase miséria. Os EUA só continuam sendo o paraíso dos estudos superiores no sentido yuppie do termo. Não por coincidência, Guanaes cita como protótipo de pessoa culta a riquíssima, chiquíssima e politicamente corretíssima Ariana Huffington, fundadora do Huffington Post, um front de antijornalismo obamista empenhado em manter acesa a chama do “Yes We Can” contra todos os fatos, contra toda evidência e contra todo o descrédito geral. 

Não quero me meter na vida da família Guanaes, mas mandar um filho estudar nos EUA – digo nas grandes universidades, e não nos círculos dos happy few -- é um meio de defendê-lo contra a debacle cultural brasileira? Sim, se o que você quer para ele é uma carreira de yuppie e uma alta cultura constituída de “elegância, savoir faire e bom gosto”. Não, se você quer fazer dele um estudioso sério, capaz de compreender o Brasil e ajudar o país a sair do atoleiro.

Digo isso, também, por outro motivo. Cultura não é só aquisição de conhecimento, é a formação de uma personalidade ao mesmo tempo arraigada na realidade histórico-social concreta e capaz de transcendê-la intelectualmente. Essa formação só é possível se ela começa pela absorção da cultura local na língua local e se prossegue nesse caminho até abarcar essa cultura como um todo e, então sim, tiver necessidade de ampliar o seu horizonte pelo contato mais aprofundado com outras culturas. Se um jovem ignorante da sua cultura nacional é transplantado para o ambiente acadêmico de outro país, é melhor que ele fique por lá mesmo, pois, se voltar, dificilmente chegará a compreender o lugar de onde saiu. O Brasil está repleto de diplomados de universidades estrangeiras, cujos palpites sobre a situação nacional superlotam as colunas de jornais com amostras de incompreensão que raiam a alienação psicótica. O projeto “Ciência Sem Fronteiras” está se encarregando de produzir mais alguns com dinheiro público. 

Pode-se retrucar que, nas presentes condições, a aquisição da cultura brasileira se tornou inviável porque o jovem interessado não encontra guiamento nem na universidade, nem fora dela. Não tenho resposta pronta para isso, mas desde quando a dificuldade de resolver um problema torna desnecessário resolvê-lo?



Publicado no Diário do Comércio.

O pior livro do mundo

 Eguinaldo Hélio

Nunca tão poucas páginas produziram tantos danos.[1]
Benjamim Wiker


Se as autoridades alemãs soubessem quanto sangue seria derramado, quantas injustiças seriam feitas e quanto ódio a pessoas inocentes seria manifestado como resultado do Mein Kampf (Minha luta) o manuscrito teria sido destruído. Hitler o publicou e liberou para o mundo ideias destruidoras que até hoje assombram a humanidade. Os resultados históricos falam por si. Aquelas ideias produziram males sem fim em muitas áreas. Defender hoje aquilo que poderia ser chamado de A Bíblia do Nazismo seria impossível para qualquer mente sã. O fruto produziu conforme a sua semente.

E, no entanto, não estou falando do Mein Kampf. Estou me referindo a outro livro com conseqüências ainda piores – O Manifesto Comunista. Ele foi síntese e semente das ideias e práticas mais destruidoras do século XX. “Já o Manifesto Comunista é um texto denso, explosivo, de imensa força. Com vigor impressionante, em suas quarenta ou cinqüenta páginas estão contidas uma teoria geral da história, uma análise da sociedade europeia e um programa de ação revolucionária” [2]

Em termos de contagem de cadáveres e opressão social o opúsculo de Marx e Engels faz a obra de Hitler parecer um conto de fadas para embalar crianças. De fato, as ideias ali contidas transformaram o mundo, ou pelo menos uma parte dele, geográfica e demograficamente falando, em um inferno muito maior do que a Alemanha nazista. 

Com o pretexto de banir o mal produzido pelo capitalismo, o marxismo e tudo o que dele derivou produziu e continua produzindo uma quantidade infinitamente maior de opressão e mortes. Transformou países em Gulags, cidadãos honestos em criminosos, discordantes em vítimas. Sim, matou inúmeros opressores e preencheu o lugar deles com opressores piores ainda. Em nome de uma falsa igualdade sacrificaram a verdadeira liberdade. Impossível contar os cadáveres, os prisioneiros, os oprimidos e a corrupção produzidos por aquela pequena publicação de 1848. Até hoje aqueles que inspiraram suas ideias e atos no Manifesto lutam para esconder os cadáveres embaixo do tapete da história em uma tentativa inútil de inocentar culpados e vitimizar os autores. Não há como.

Li o Manifesto Comunista diversas vezes e não se pode desvincular seu conteúdo da opressora e sangrenta história do comunismo. No princípio era a pena contra a espada, até que a pena se apossasse completamente da espada para então com ela calar todas as penas. Era uma ideologia nascida com a ânsia do poder totalitário com o qual calaria todas as ideologias. Temos nele o totalitarismo puro e ainda que teórico, defende o totalitarismo na prática. Fala de justiça apenas para justificar a si mesmo pelas injustiças que cometeria. Não foram as conseqüências do Manifesto Comunista que produziram tantos males. Foram os pressupostos do mesmo que produziram as conseqüências. Nada foi um acidente de percurso e sim o próprio percurso, pré traçado e realizado com a precisão de uma micro-cirurgia.
As sementes do mal totalitário foram todas plantadas pelo Manifesto. A ideia de “derrubada violenta da burguesia”[3], proposta por ele foi levada ao pé da letra pelos marxistas, para quem qualquer opositor não passa de um burguês que  deveria ser morto. E qualquer ato que sirva para se chegar aos objetivos é plenamente justificável. “A ética comunista (...) se dá o direito de todos os meios de mentira e de violência para derrubar a velha ordem e fazer surgir a nova”[4]

Dessa forma o bem e o mal tomaram novas formas à partir do Manifesto Comunista. A ética cristã representada pelos Dez Mandamentos perdeu todo seu efeito e no lugar o certo e o errado passaram a ser definidos pelos seguidores de Marx de acordo com sua utilidade ou não para a implantação do comunismo. Como expressou Edmundo Wilson:

“Há em Marx uma discrepância irredutível entre o bem que ele propõe à humanidade e a crueldade e o ódio que ele inculca como meio de chegar ao bem – uma discrepância que, na história do marxismo, deu origem a muitas confusões morais”.[5]

“Pode-se ter a impressão de que Marx mantém bem separados o capitalista mau de um lado e o comunista bom do futuro no outro; no entanto, para chegar a esse futuro, é necessário que o comunista seja tão cruel e repressivo quanto o capitalista; ele também tem que violentar aquela humanidade comum que o profeta prega. É uma grave deformação minimizar o elemento  sádico dos escritos de Marx”.[6]
Temos ainda que acrescentar o testemunho do historiador Paul Johnson, onde a conexão entre o pensamento de Marx e a violência que ele produziu é algo bastante evidente:

“não há nada no período de Stalin que não  estivesse prefigurado, de uma grande distância no tempo, pelo comportamento de Marx (...) “Nós somos impiedosos  e não  queremos  nenhum centavo de vocês. Quando chegar a nossa vez, não vamos reprimir o nosso terrorismo”, disse Marx, dirigindo-se o governo prussiano. “Muitas passagens dão a impressão que foram realmente escritas em estado de cólera. No devido tempo, Lenin, Stalin e Mao Tse-tung puseram em prática, numa imensa escala, a violência que Marx trazia em seu íntimo e que transpira em sua obra”.[7]
Esta exposição é apenas o começo de tudo aquilo que o Manifesto Comunista produziu em seus mais de cento e cinqüenta anos de história. Na verdade, a julgar pelos seus frutos, ele devia ser definitivamente proibido ou classificado entre os livros perigosos, como fizeram com o Mein Kampf. Ainda que de forma sintética, como veremos em outra ocasião, tudo já estava nele, desde a perseguição religiosa e a destruição da família até os governos totalitários e a censura da imprensa.

Se tivermos em uma mão o Manifesto e na outra, livros de história do comunismo, então, será impossível não perceber porque ele merece o título de “o livro mais perigoso do mundo”.








Notas:

[1] WIKER, Benjamin, Dez livros que estragaram o mundo. Lisboa: Aletheia, 2011.
[2] WILSON, Edmund. Rumo à estação Finlândia. São Paulo: Companhia das letras, 2006, p. 186
[3] MARX E ENGELS. O manifesto comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 28.
[4] BESANÇON, Alain. A infelicidade do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, p. 51
[5] Op. Cit. p. 353
[6] Op. Cit. p. 358
[7] JOHNSON, Paul, Os intelectuais. Rio de Janeiro: Imago, 1990, pp. 83, 84     


Eguinaldo Hélio é pastor.

fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/15670-o-pior-livro-do-mundo.html
 

Universitário se recusa a fazer trabalho sobre Marx e escreve carta ao seu Professor.



Um estudante universitário de Santa Catarina se recusou a fazer um trabalho sobre cientista político e economista alemão Karl Marx e resolveu escrever uma carta ao professor do curso de Relações Internacionais e divulgar o conteúdo na internet.

A carta, segundo João Victor Gasparino da Silva, de 22 anos, foi uma forma de protestar. "Queria uma universidade com o mesmo espaço para todas as ideias e ideologias, sem proselitismo, sem doutrinação", explicou.

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali), na qual o jovem estuda, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Segundo João Victor, que estuda Relações Internacionais, o pedido do professor foi para que os estudantes respondessem três questões sobre a teoria de Marx. Ele contou que chegou a pensar em  responder de forma neutra, mas mudou de ideia. "Algo me segurava, nem cheguei a considerar dar a minha opinião no trabalho. Até que veio a ideia da carta", disse.

Conforme o estudante, o protesto não foi contra o professor, mas foi uma forma de demonstrar descontentamento em relação à academia. "Faz tempo que estou indignado com o que vem acontecendo em nosso país. Os meios acadêmicos e culturais cada vez mais fechados, os intelectuais de direita cada vez mais lançados ao ostracismo. Resolvi ser a voz de brasileiros que não  encontravam espaço para se manifestar, seja por falta de meios, seja pelo próprio medo", disse.

Ao escrever a carta, o estudante disse que já sabia que iria divulgar na internet, não seria apenas destinada ao professor da disciplina.

"Uma amiga blogueira do Maranhão sugeriu divulgar na internet, ela se encarregou disso. Se nosso país realmente tivesse um meio acadêmico e cultural ideologicamente equilibrado, não seria tão necessária esta carta", argumentou.

Confira abaixo a íntegra da carta


Caro professor,

Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora.

Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora.

Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras.

Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil.

Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (São aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc. Tudo isso, sintomas da revolução gramscista em curso no Brasil.

A revolução leninista está para o estupro, assim como a gramscista está para a sedução, ou seja, se no passado o comunismo chegou ao poder através de uma revolução armada, hoje ele busca chegar por dentro da sociedade, moldando os cidadãos para pensarem como socialistas, e assim tomar o poder.

Fazem isso através da educação, o velho e ‘’bom’’ Paulo Freire, que chamam de ‘’educação  libertadora’’ ou ‘’pedagogia do oprimido’’, aplicando ao ensino, desde o infantil, a questão da luta de classes, sendo assim os brasileiros sofrem lavagem cerebral marxista desde os primeiros anos de vida.

Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda há meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita.

Agora gostaria de falar sobre as consequências físicas da ideologia marxista no mundo, as nações que sofreram sob regimes comunistas, todos eles genocidas, que apenas trouxeram miséria e morte para os seus povos.

O professor já sabe do ocorrido em países como URSS, China, Coréia do Norte, Romênia e Cuba, dentre outros, mas gostaria de falar sobre um caso específico, o Camboja, que tive o prazer de visitar em 2010. Esta pequena nação do Sudeste Asiático talvez tenha testemunhado o maior terror que os psicopatas comunistas já foram capazes de infligir sobre a humanidade, primeiro esvaziaram os centros urbanos e transferiram toda a população para as zonas rurais. As estatísticas apontam para uma porcentagem de entre 21% a 25% da população morta por fome, doenças, cansaço, maus-tratos, desidratação e assassinadas compulsoriamente em campos de concentração no interior. Crianças também não escaparam, separadas dos pais, foram treinadas para serem "vigias da Revolução’’, denunciando os próprios familiares, quando estes cometiam "crimes contra a Revolução’’. Quais eram os crimes? Desde roubar uma saca de arroz para não morrer de fome, ou um pouco de água potável, até o fato de ser alfabetizado, ou usar óculos, suposto sinal de uma instrução elevada. Os castigos e formas de extermínio, mais uma vez preciso de uma resistência estomacal, incluíam lançar bebês recém-nascidos para o alto, e apanhá-los no ar, utilizando a baioneta do rifle, sim, isso mesmo, a baioneta contra um recém-nascido indefeso.

Bem, com isto, acho que meu manifesto é suficiente, para expor meu repúdio ao simples citar de Marx e tudo o que ele representa. Diante de um mundo, e particularmente o Brasil, em que comunistas são ovacionados como os verdadeiros defensores dos pobres e da liberdade, me sinto obrigado a me manifestar dessa maneira, pois ele está aí ainda, assombrando este mundo sofrido.

Para concluir gostaria de citar o decálogo de Lenin:

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo.
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população;
7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa;
10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.


Obrigado, caro professor, pela compreensão.

Ass.: João Victor Gasparino da Silva
30/09/2013

O culto do multiculturalismo



 
Rodrigo Constantino
 

“Uma cultura só tem importância se for boa para os indivíduos”. (Kwame Anthony Appiah)


Uma das maiores ameaças à liberdade
individual atualmente encontra-se no culto do multiculturalismo. Vários
autores notaram este risco, entre eles Thomas Sowell, da Escola de
Chicago. Em sua coletânea de textos Barbarians Inside the Gates,
Sowell lembra que o mundo sempre foi multicultural, por séculos antes
de o termo ser cunhado. Tratava-se de um multiculturalismo num sentido
prático, diretamente oposto ao que o atual culto dos relativistas
culturais prega. Como exemplos, Sowell lembra que o papel onde seu livro
foi escrito fora inventado na China, as letras vieram da Roma antiga e
os números da Índia, através dos árabes. O autor é um descendente da
África, que escrevia enquanto escutava música de um compositor russo.
A razão pela qual tantas coisas se
disseminam pelo mundo todo está no simples fato de que algumas coisas
são consideradas melhores que outras, e as pessoas desejam o melhor para
si. Esta obviedade é justamente o contrário do que o credo do
multiculturalismo atual defende, alegando que nada é melhor ou pior, mas
“apenas diferente”. Na verdade, as pessoas mundo afora não apenas
“celebram a diversidade”, elas escolhem aquilo de sua própria cultura
que desejam manter e aquilo que preferem abandonar em prol de algo
melhor vindo de fora. Quando os índios americanos, por exemplo, viram os
cavalos dos europeus, eles não se limitaram a “celebrar a diferença”,
eles começaram a montar em vez de ir andando. À contramão do que o culto
do multiculturalismo defende, as pessoas não buscam viver “em harmonia
com a natureza”, e sim obter o melhor que puderem. Eis o motivo pelo
qual, desde automóveis até antibióticos, os bens demandados se
espalharam pelo mundo. Não importa o que os filósofos do
multiculturalismo dizem, é isso que milhões de pessoas fazem.
Para Sowell, este tipo de
multiculturalismo moderno é uma dessas afetações que algumas pessoas
podem se dar ao luxo de ter enquanto estão usufruindo de todos os frutos
da tecnologia moderna. Normalmente não são pessoas pobres vivendo em
países muito atrasados que bradam sobre as “maravilhas” das diferentes
culturas. São “intelectuais” de países desenvolvidos que olham com
desdém para os processos que tornam possível a produção de todo tipo de
conforto que desfrutam.
Uma cultura é, segundo a definição da Enciclopédia Britânica,
um padrão integrado de conhecimento humano, crenças e comportamentos
que são resultados da capacidade humana de aprendizagem e transmissão de
conhecimento para as gerações seguintes. Cultura consiste então em
língua, idéias, crenças, costumes, códigos de conduta, instituições,
ferramentas, técnicas, rituais, arte, símbolos etc. A cultura de um povo
pode evoluir com o tempo. Cultura se aprende. Os relativistas culturais
tentam logo acusar de “nazistas” aqueles que conseguem enxergar
objetivamente instituições e costumes superiores – ignorando que Hitler
falava em superioridade racial dos arianos, algo que seria inato, não
aprendido. O conceito de raça humana sequer faz muito sentido. Já
estoque de conhecimento, instituições, valores e avanços não só existem e
variam muito de cultura para cultura, como uns são bastante superiores a
outros. Ou será que alguém realmente acredita que a cultura da Suíça é
apenas “diferente” daquela existente no Zimbábue, e não melhor? Será que
os costumes de sacrifício infantil praticados pelos incas seriam
atualmente vistos como “apenas diferentes” pelos relativistas culturais?
Como conciliar isso com a demanda por um código de direitos humanos
universais?
Algo inerente aos relativistas culturais,
pelo fator contraditório de suas crenças, é o constante uso de dois
pesos e duas medidas. Ao mesmo tempo em que relativizam todas as
barbaridades provenientes da cultura atrasada que pretendem defender,
esquecem o relativismo e partem para a objetividade de julgamento na
hora de condenar as culturas que detestam – normalmente as mais
avançadas e livres. Assim, cortar o clitóris passa a ser apenas uma
“diferença cultural”, como colocar um brinco na filha. Mas o
“consumismo” ocidental é algo podre, que deve ser combatido, e não
apenas uma “diferença” de valores. Uma cultura que prega a morte de
“infiéis” é apenas uma cultura “diferente”, enquanto se um país for se
defender dessa ameaça, sua “cultura belicosa” passa a ser repugnante. Os
relativistas fingem não perceber que se “tudo vale”, porque nenhuma
cultura é superior a outra, então um povo pode alegar ter como valor
supremo em sua cultura o extermínio de outras culturas. Com qual
critério objetivo um relativista consegue julgar algo, se tudo não passa
de “diferenças culturais”? Quando os relativistas culturais alegam, por
exemplo, que nenhuma cultura está num estágio inferior e que seus
costumes são “apenas diferentes”, estão sendo coniventes com a prática
nefasta de matar por apedrejamento uma mulher cujo único “crime” foi ter
cometido adultério. Queiram ou não, o fato é que os adeptos desse culto
do multiculturalismo são cúmplices dessas barbaridades.
O filósofo Kwame Anthony Appiah explicou
de forma bastante objetiva os riscos da visão coletivista da cultura, em
detrimento ao direito de livre escolha individual. O autor, nascido em
Gana, é Ph.D. pela Universidade de Cambridge e lecionou em Harvard e
Princeton, além de autor do livro Cosmopolitanism, onde defende que a
globalização fez bem às culturas regionais. A globalização não
uniformiza, diversifica. A reclusão é que exaure a inspiração. Culturas
fechadas estão fadadas ao insucesso. Basta comparar a diversidade nos
Estados Unidos, com inúmeras culturas diferentes convivendo lado a lado,
com a maior homogeneização de uma Coréia do Norte, isolada do mundo.
A população deve ter a liberdade de
escolha de quais produtos culturais deseja consumir. Appiah dá o exemplo
das camisetas que os africanos usam, deixando de lado suas roupas
coloridas tradicionais. Se as camisetas cumprem a função de cobrir o
corpo e são mais baratas, que mal há em deixar as vestes tradicionais
para ocasiões especiais apenas? Tirar o direito de escolha dos
indivíduos em nome da “preservação cultural” beira o desumano, e
normalmente quem pensa assim está longe, no conforto justamente de
culturas mais liberais. O mesmo vale para o resto dos produtos
existentes. Os indivíduos devem ser livres para decidir qual filme
desejam assistir, quais músicas querem escutar ou qual comida pretendem
comer. Quanto mais liberdade de mercado, com abertura para diferentes
países e culturas, maior o número de opções disponíveis. Appiah chama de
“preservacionistas culturais” aquelas pessoas com bom padrão de vida em
algum país ocidental, normalmente, que olham para as culturas
diferentes e exóticas como algo interessante, bonito, que deveriam ser
mantidas para sempre da mesma forma. Mas, como Appiah diz, “se o costume
é ruim para o bem-estar de uma grande parcela daquela população, o fato
de fazer parte da cultura não é motivo para insistir no erro”.
O foco deve ser o indivíduo e sua
liberdade de escolha, não a tribo, a nação ou a cultura. A cultura não é
um fim em si, mas um meio para a felicidade dos indivíduos. E cada um
deve ser livre para escolher como quer buscar sua felicidade. Eis
justamente o que o culto do multiculturalismo deseja impedir.

Texto presente em “Uma luz na escuridão”, minha coletânea de resenhas de 2008.




O culto do multiculturalismo | Rodrigo Constantino - VEJA.com

Como reagir diante de professores doutrinadores na universidade?


vilageofthedamned
Luciano Ayan





Um leitor postou um questionamento muito pertinente, especialmente
por ter a ver com algo que afeta a vida de muitos estudantes
brasileiros. Veja:


Luciano, desculpe incomodá-lo, mas é que estou com um
grande receio e acredito que você possa ajudar, o ano letivo na minha
universidade está para se iniciar, a esta altura já sei quem serão os
meus professores, mas descobri que um professor meu de Direito Civil é
um petista convicto, e pelo que eu ouvi de amigos que já tiveram aula
com ele me deixou extremamente apreensivo pra falar a verdade, eu sempre
leio seu blog quando posso pois o considero muito útil, mas por
incrível que pareça eu não sei o que fazer nesse caso em especial por
isso peço sua orientação.
Esta é uma situação realmente complicada. Ou não. Tudo depende da reação a esses eventos.


Nestes casos, sugiro recobrar o primeiro principio da arte da guerra
política: política é guerra por outros meios. Por isso, precisamos
entender qual nosso objetivo antes de empreender batalhas políticas. Se o
território for inóspito, a briga pode não valer a pena.


Em ambientes de trabalho, por exemplo, eu já cheguei a sugerir a dissimulação. Isto quando o ambiente é desfavorável, é claro.


Tudo vai depender dos colegas. Se eles forem em maioria
liberais/conservadores, o ambiente pode se tornar favorável. Se estes
forem uma minoria, ocorrerá o inverso. Então aqui o negócio é esperar
para ver, antes de tomar as decisões.


Hoje em dia, se eu tivesse um professor petista convicto, em um
ambiente desfavorável, iria aproveitar para curtir toda a situação, e
até partiria para sátiras tão sutis que os socialistas não seriam
capazes de entender.


Enfim, avalie antes de tudo o ambiente. Depois, se o ambiente for
favorável, empreenda o combate. Caso contrário, guarde suas energias
para disputas em outro território.


Neste caso é especialmente importante não partir para o confronto,
mas não se deixar dominar mentalmente pelos zumbis que inexoravelmente
seguirão o professor.





fonte: Como reagir diante de professores doutrinadores na universidade? | Ceticismo Político

Papiro sobre a Eucaristia com 1500 anos de antiguidade é encontrado na Inglaterra



Papiro sobre a Eucaristia com 1500 anos de antiguidade é encontrado na Inglaterra


Um pedaço de papiro que conserva várias citações bíblicas sobre a Eucaristia foi descoberto pela Doutora Roberta Mazza, investigadora do John Rylands Research Institute da Universidade de Manchester, no Reino Unido. O documento se refere ao Sacramento sob o nome de “Maná do Céu” e
ao que parece era conservado em um relicário e portado por seu autor como uma proteção espiritual. A origem do texto é uma vila do Egito e o papiro data do Século VI.


O papiro foi encontrado pela investigadora enquanto examinava milhares de fragmentos de documentos históricos não publicados que estão guardados nos cofres da Biblioteca John Rylands, segundo informou a Universidade de Manchester. Através de uma análise com técnicas de imagens espectrais, se logrou determinar que o texto devoto foi escrito no verso de um documento comercial certificado pelo cobrador d e impostos da Vila de Tertembuthis, na zona rural da antiga cidade de
Hermoupolis.




Segundo a Dra. Mazza, o autor da peça cortou uma parte do documento, escreveu atrás a oração e então “havia dobrado o papiro para conservá-lo em um relicário ou pendente. Esta é a razão pela qual o recibo de impostos no exterior foi danificado e desbotou”. Para a especialista,  este uso poderia ser comum entre os crentes, que haviam adaptado a Fé Cristã ao costume dos povos egípcios de portar orações pagãs como proteção de diversos perigos.


mana_do_ceu.jpg
o papíro


Este documento combina de maneira criativa várias passagens do Novo e do Antigo Testamento em relação com o Sacramento da Eucaristia, ao que chama “Maná do Céu” segundo o Samo 23. Também faz referência ao relato da instituição da Eucaristia no capítulo 26 do Evangelho segundo São Mateus e outros textos da Sagrada Escritura. O manuscrito também é uma mostra da apropriação e valorização dos textos sagrados por parte do comum da povoação, já que o autor parece ser um residente de uma vila sem aparente relação com o sacerdócio ou o estudo acadêmico.


É duplamente fascinante”, comentou a investigadora ao referir-se ao autor do texto, “porque claramente conhecia a Bíblia, mas cometeu muitos  erros: algumas palavras estão mal escritas e outras estão em ordem equivocada. Isto sugere que escreva a partir de seu coração ao invés de
estar copiando”. Isto oferece uma perspectiva nova sobre a extensão do cristianismo na época. “É bastante emocionante”, expressou a Dra. Mazza. “Graças a esta descoberta, agora pensamos que o conhecimento da Bíblia estava mais arraigado no Egito do século VI que o que pensávamos
previamente”.


Vários acadêmicos da Universidade de Manchester celebraram a descoberta e destacaram o trabalho dos investigadores e a contribuição que as bibliotecas fazem na preservação do conhecimento ao redor do mundo.


O texto completo do papiro é:


“Temam todos que dominam a terra. Conheçam suas nações e povos que
Cristo é nosso Deus. Porque Ele falou e eles chegaram a existir, Ele deu
a ordem e foram criados; Ele pôs tudo sob nossos pés e nos salvou de
nossos inimigos. Nosso Deus preparou uma mesa sagrada no deserto para o
povo e deu o maná da nova aliança para comer, o Corpo imortal do Senhor e
o Sangue de Cristo derramado por nós para o perdão dos pecados”.


Por Gaudium Press fonte: Papiro sobre a Eucaristia com 1500 anos de antiguidade é encontrado na Inglaterra | Catholicus
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...