Católicos de Córdoba apoiam seu Bispo após ataques do lobby gay



MADRI, 24 Ago. 16 / 06:00 am (ACI).

Vários grupos católicos da diocese de Córdoba (Espanha) defenderam o Bispo da diocese andaluza, Dom Demetrio Fernández, depois que anunciaram que a Procuradoria está estudando abrir uma investigação contra ele, depois que criticou a ideologia de gênero.
Há alguns dias, o Prelado afirmou que a ideologia de gênero é uma “bomba atômica que quer destruir a doutrina católica”, afirmação que foi considerada por diversos membros do lobby gay como “homofóbica” e como uma incitação ao ódio.
Além da denúncia ante a Procuradoria, Dom Demetrio Fernández também enfrenta uma campanha de desprestígio nas redes, pois Antonio Hurtado, deputado do PSOE na província de Córdoba, fez um pedido na plataforma Change.org e enviou uma carta ao Papa Francisco na qual explica os pontos principais da denúncia ao Bispo.
Em sua missiva, Hurtado reclama ao Papa “a justa e oportuna atuação para evitar o mal que fazem as declarações do Bispo de Córdoba, Dom Demetrio Fernández, através de cartas e manifestações públicas”.
Por outra parte, o vereador de ‘Ganemos Córdoba’, Alberto de los Ríos, declarou que “as pessoas crentes de Córdoba não merecem ter um bispo talibã que cada vez que tem uma oportunidade faz alegação por escrito de ódio contra mulheres, homossexuais e transexuais”.
Dom Demetrio Fernández segue o Cardeal Cañizares e os Bispos de Getafe e Alcalá de Henares, que alertaram em diversas ocasiões o sua desconformidade e rechaço à ideologia de gênero e às leis derivadas desta que pretendem implantar na Comunidade de Madri, entre outros.
No último dia 14 de julho, a Assembleia da Comunidade de Madri (Espanha) aprovou a lei de Proteção Integral contra a Discriminação por Diversidade Sexual e de Gênero, mais conhecida como Lei Contra a LGTBfobia e pela qual obrigam introduzir a ideologia de gênero nos colégios públicos e de educação concertada (centros de natureza privada, mas subvencionados pelo governo), sendo a maioria destes últimos de inspiração católica, para, desta maneira, “garantir que expliquem a todos os alunos madrilenos a realidade das diferentes orientações sexuais e identidades de gênero”.
Depois dos ataques contra Dom Demetrio Fernández, a Ação Católica Geral de Córdoba (ACG), assim como a delegação de apostolado secular e o grupo de Confrarias enviaram comunicados nos quais manifestam sua “adesão pública ao Bispo de Córdoba”, agradeceram “suas claras e valentes palavras que iluminam aos católicos, especialmente em momentos de confusão ideológica”.
Também expressaram a “conformidade com suas palavras em relação à ideologia de gênero, que pretende uma nova colonização da natureza humana fundada em um pensamento individual que é constituído como autorreferente”.
“É uma revolução contra a natureza humana a qual querem emancipar. Com o lema dos direitos individuais e atrás de uma suposta igualdade, tão invocada atualmente para tudo, conduz a uma nova concepção do homem e uma desconstrução do implante social”, especificaram no comunicado assinado por Salvador Ruiz Pino, presidente de Ação Católica Geral de Córdoba e delegado do apostolado secular da Diocese, assim como Jesus Poyato, consiliário do ACG.
Por sua parte, o Grupo de Confrarias de Córdoba manifestou que as declarações do Bispo “fazem parte de suas funções como referente religioso da Igreja e que, como o próprio Bispo afirma, está em consonância com as diretrizes marcadas pelo Papa”.
Nesse sentido, a ACG recordou que Bento XVI e o Papa Francisco manifestaram em várias ocasiões “sua oposição e desacordo à ideologia de gênero e advertiram as suas consequências negativas”, assim como “Bispos espanhóis e de outros países manifestaram sua total adesão ao Papa, como não pode ser de outra maneira”, e que nesse contexto foram feitas as manifestações do Bispo de Córdoba.
“Recomendamos escutar melhor as palavras dos Pontífices e não usar seu conteúdo segundo o desejo de cada um, assim como não invocar um catolicismo subjetivo e à la carte”, insistem no comunicado de Ação Católica.
“Não estar de acordo com uma ideologia ou qualquer outra colocação não é intolerância, homofobia nem nada parecido. É somente manifestar o desacordo. Não nos está permitido que tenhamos outra opinião?”, questionaram.
“Qualquer pessoa ou instituição invoca sua liberdade de expressão, mas parece que os católicos não são tolerados a manifestar-se contra nada e devemos aceitar acriticamente qualquer postura imposta”, afirmaram do ACG.
Por sua parte, da Associação de Confrarias insiste na defesa “da faculdade de Dom Demetrio Fernández para expressar-se livremente e rechaçam qualquer tipo de ameaça ou linchamento público em meios de comunicação e redes sociais que só tentam condicionar o exercício de um direito próprio e suprimir da vida pública a opinião da Igreja e, desta maneira, de todos os católicos”.
“Desejamos que retirem qualquer tipo de campanha de desprestígio e de intimidação para com o nosso Bispo, pois pretendem limitar a liberdade de exteriorizar a idoneidade de uma lei, tal como fazem em múltiplos âmbitos da vida democrática”, apontam no comunicado emitido do Grupo de Confrarias de Córdoba.
Nesse sentido, depois que vários políticos apoiaram a denúncia ante a lei de Dom Demetrio Fernández, da Ação Católica “convidam os nossos políticos a trabalhar por um mundo digno do homem e fazer um exercício de responsabilidade procurando a verdade e o bem, e não se deixar guiar por preconceitos pessoais, ideológicos ou partidários”.


Católicos de Córdoba apoiam seu Bispo após ataques do lobby gay

Faróis baixos

Mário Saturno *

Desde oito de julho, os veículos são obrigados a trafegar com o farol baixo aceso nas rodovias brasileiras também durante o dia. E o descumprimento é considerado infração média, com a penalidade de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa de R$ 85,13. E 3.000 motoristas já foram multados nas rodovias federais nos três primeiros dias pela Polícia Rodoviária.
Essa medida não é nova, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) recomendava o uso de faróis baixos desde 1998. Isso era feito para tornar os veículos mais visíveis. Acreditavam que is veículos modernos tem formas e cores que os fazem confundir com o ambiente, dificultando a visualização mesmo em condições de boa luminosidade.
Há aqueles acreditam em teorias de conspiração e pensam que a medida visa facilitar a atuação dos radares de velocidade. Obviamente, isso não faz muito sentido, já que os “radares” fixos utilizam sensores instalados na pista e os móveis usam ondas de rádio, o tradicional, ou láseres e o uso de faróis não ajuda nem atrapalha.
Em São Paulo, que é o estado mais organizado, a Polícia Rodoviária e as concessionárias das rodovias orientam os motoristas em praças de pedágio e mensagens em painéis eletrônicos desde a publicação da lei.
Não se pode ignorar que o Brasil apresenta uma taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada cem mil habitantes, segundo estimativas divulgadas Organização Mundial de Saúde. Este é o quarto pior desempenho do continente americano atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela, que é a campeã do continente com 45,1 mortes por cem mil habitantes. Segundo a OMS, o número de mortos nas estradas em todo o mundo pode chegar a 1 milhão por ano até 2030.
Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem em países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos. Entre causas citadas estão a regulamentação inadequada, qualidade ruim das vias e dos veículos e aumento do numero de carros. Os acidentes envolvendo veículos são a nona maior causa de morte no mundo para a faixa etária de 15 a 69 anos.
No Estado de São Paulo, que tem dados confiáveis, a Folha de S. Paulo, solicitou informações usando a Lei de Acesso à Informação, e verificou que metade das mortes nas estradas paulistas nos últimos três anos acontece em apenas 5% do total da malha rodoviária estadual.
São Paulo tem 22 mil km de estradas estaduais, mas os trechos mais fatais limitam-se a 1.082 km, onde morreram 3.111 das 6.222 vítimas registradas em 5.410 acidentes entre 2013 e 2015. Os números referem-se a acidentes que deixaram mortos no local em que aconteceram, incluindo as rodovias concedidas à iniciativa privada.
Embora essas rodovias concentrem dois terços do tráfego das rodovias paulistas, isso não pode ser usado como desculpa, antes como oportunidade para reduzir-se não só a quantidade mas a gravidade dos acidentes e agilidade do socorro. Lembro-me que na década de 1970, um país nórdico pendurava os carros destroçados em acidentes ao longo das rodovias, parece que funcionou!



(*)Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.


Mario Saturno - Convido a ler meu artigo: Faróis baixos Desde...

Bibliografia sobre o Aborto



Gabriel Arruda 
 
Me mandaram ir estudar, já que sou contra o aborto.
Tá bom, resolvi fazer meu TCC sobre isso. Segue a bibliografia preliminar:

AQUINO, Tomás – Suma Teológica. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2015
ARISTÓTELES – Ética a Eudemo. São Paulo: Edipro, 2015.
ARISTÓTELES – Ética a Nicômaco. 4. ed. São Paulo: Edipro, 2014.
ARISTÓTELES – A Política. 2.ed. Bauru: Edipro, 2009.
ALVIRA, Tomás; CLAVELL, Luís; MELENDO, Tomás - Metafísica. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2014.
CALABRESE, Antonio – Diritto Penale Canonico. 3.ed. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2006.
COSTA JÚNIOR, João Batista de O. Por quê, ainda, o abôrto terapêutico? Revista da Faculdade de Direito da USP, São Paulo, v. IX, p. 312-330, 1965. Preleção inaugural dos Cursos Jurídicos da Faculdade de Direito da USP de 1965.
CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. A alma do embrião humano: a questão da animação e o fundamento ontológico da dignidade de pessoa do embrião. Anápolis, Múltipla, 2013. Tese de doutorado em Bioética defendida no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, Roma, em 03 mar. 2013.
CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. O princípio da ação com duplo efeito e sua aplicação à gravidez ectópica. Anápolis, Múltipla Gráfica, 2009. Dissertação de Mestrado ("Licenza") apresentada na Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, Roma, em 24 abr. 2009.
CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. Aborto na rede hospitalar pública: o Estado financiando o crime. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2007. Monografia de fim de curso de Direito. Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO. Defendida em 10 nov. 2006.
DINIZ, Maria Helena. "Existe o aborto legal?" In: O estado atual do biodireito. 2. ed. aum. e atual. de acordo com o novo Código Civil (Lei 10.406, de 10-01-2002). São Paulo: Saraiva, 2002.
FRANÇA, Genival Veloso – Fundamentos de Medicina Legal. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
GALEOTTI, Giulia – História do Aborto. Lisboa: Edições 70, 2007.
GARDEIL, Henri-Dominique. Iniciação à Filosofia de São Tomás de Aquino. V.2 – Psicologia, Metafísica. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2013
HERVADA, Javier – Lições Propedêuticas de Filosofia do Direito. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2008.
HUNGRIA, Nelson. Comentários ao Código Penal. v.5. Rio de Janeiro: Forense, 1958
JAEGER, Werner – Paideia – a formação do homem grego. 6.ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.
JOLIVET, Regis – Curso de Filosofia. 5.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1961.
KACZOR, Christopher – A ética do aborto. São Paulo: Loyola, 2014.
LUISI, Luiz – Os Princípios Constitucionais Penais. Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris, 1991.
MARITAIN, Jacques – Filosofia Moral. 2.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1973.
NEMETH, Charles P. - Aquinas on Crime. South Bend: St. Augustine’s Press, 2008.
PAGLIARO, Antonio – Principi di Diritto Penale – Parte generale. 7.ed. Milano: Dott. A. Giuffrè, 2000.
PRADO, Luiz Régis. Curso de Direito Penal Brasileiro. v.2. 10.ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
REALE JÚNIOR, Miguel – Teoria do Delito. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1998.
SCHOOYANS, Michel – O Aborto: aspectos políticos. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993.
SGRECCIA, Elio – Manual de Bioética. v.1. 4.ed. São Paulo: Loyola, 2015.
SINGER, Peter – Ética Prática. 3.ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2002.
STORK, Ricardo Yepes; ECHEVARRÍA, Javier Aranguren – Fundamentos de Antropologia: um ideal de excelência humana. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2005.
VILLELA, Wilza Vieira; BARBOSA, Regina Maria – Aborto, saúde e cidadania. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
WALTON, Douglas N. - Lógica Informal. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
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