Onde foram parar a honestidade e a lealdade?




por Luiz Marins*

Onde foram parar a honestidade e a lealdade? A cada dia somos assombrados por notícias sobre pessoas de quem jamais poderíamos esperar qualquer coisa que não fosse retidão, honestidade, lealdade, respeito e que na verdade transgrediram as mais básicas normas da moral e da ética.
Pessoas de todos os níveis e com elevada formação intelectual apunhalam aqueles que lhes deram cargos, funções e posições de confiança. Num breve levantamento que fizemos com jornalistas conhecidos, nenhuma área ou setor ficou isenta de histórias de verdadeiro horror de traição, desonestidade e deslealdade, sem falar de outros temas como pedofilia, assédios, etc. E o que nos deixou pasmos é que não faltaram homens, mulheres, jovens e idosos como protagonistas. Uma empresa internacional de análise de riscos afirma que 80% das empresas têm fraudes comprovadas e que 20% apenas ainda não descobriram....
Onde foram parar a honestidade e a lealdade? O que está acontecendo com o ser humano? Onde iremos chegar? O que fazer?
A triste conclusão é que esta situação nos faz a todos perdedores. Não há ganhadores. Os desonestos e desleais um dia serão pegos como temos visto acontecer e, mesmo que não sejam descobertos, com certeza as suas consciências não os deixarão viver em paz. Os que foram lesados conviverão com o trauma de terem sido vítimas de pessoas de quem esperavam apenas lealdade e honestidade.
As causas desta situação em que chegamos vêm sendo discutidas no mundo inteiro. Mas se descobrir as causas pode ser importante, o essencial mesmo é cada um de nós começar um pacto ético e moral conosco mesmos. É hora de reconhecermos o buraco em que estamos nos metendo ao viver numa sociedade em que não existe confiança, nem verdadeira amizade, pois sem lealdade a honestidade não pode haver futuro que valha a pena viver.
E para começarmos essa verdadeira revolução, minha sugestão é que comecemos conosco mesmos, fazendo um profundo exame de consciência. Em seguida em nossas casas, em nossos lares, em nossas famílias, com nossos irmãos, filhos e mesmo pais e em seguida passemos para nossos amigos mais próximos e colegas de trabalho fazendo com eles um debate sério sobre a urgente necessidade de construirmos uma sociedade alicerçada em valores elevados. Ou tentamos fazer isso, ou continuaremos nesta vida de traição, de deslealdade, de perde-perde. É preciso voltar a acreditar nas pessoas, no ser humano.
Pense nisso. Sucesso!



(*) Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University), tendo recebido o título de PhD pela School of Behavioural Sciences. É mestre em Antropologia pela USP e licenciado em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba. Lecionou em universidades públicas e privadas. é empresário no ramo de consultoria, varejo, agribusiness, comunicação e marketing e tem programas de televisão que estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Para saber mais sobre o autor, acesse: www.marins.com.br

Movimento negro de alma branca







Novamente integrantes do movimento negro invadiram uma aula para impor seu discurso a favor das cotas raciais e, nesse caso, protestar contra frases racistas encontradas no banheiro de uma universidade. Desta vez, o palco foi a USP Ribeirão Preto (SP). Um texto – vergonhoso para um movimento que já ostentou nomes como Abdias do Nascimento e Guerreiro Ramos – repleto de ofensas e palavras de ordem foi lido por uma jovem imponente e malvestida. Perambulando pela sala, dedo em riste, intimou os presentes, exigindo suas almas – e estes, calados, consentiram.




Um vídeo do episódio se espalhou, e alguns curiosos resolveram
visitar o perfil público das jovens militantes numa rede social. Ali
descobriram que as moças, entre outras coisas pouco comuns para quem se
diz marginalizado, estudaram em colégios de elite e fizeram viagens
internacionais mais de uma vez. O que mais me chamou a atenção, no
entanto, foi a foto de capa no perfil de uma delas: a imagem de Martin
Luther King Jr.

A história dos negros americanos se confunde com o cristianismo herdado do colonizador






King foi um dos mais proeminentes líderes do movimento pelos direitos
civis nos Estados Unidos. O episódio com Rosa Parks, em 1955, presa por
recusar-se a ceder a um branco o lugar onde estava sentada em um
ônibus, desencadeou uma série de protestos coordenados por King, que
culminaram na lendária Marcha Para Washington e no fim das leis Jim
Crow. Sua liderança foi fundamental e seu sonho, apesar de não
completamente concretizado, possibilitou grandes avanços à população
negra americana.

Mas não só isso. King era um jovem pastor evangélico, e a história
dos negros americanos se confunde com o cristianismo herdado do
colonizador. A imaginação moral desse grupo, alimentada pela
interpretação alegórica das histórias de salvação e libertação contidas
na Bíblia, substituiu o banzo pela esperança da Terra Prometida. O Povo
Negro era o Novo Israel, o ramo enxertado na oliveira.

Eu seu último sermão, horas antes de ser assassinado, King
profetizou: “Ele [Deus] me permitiu subir ao topo da montanha; e,
olhando de lá, vi a Terra Prometida. Talvez eu não entre lá convosco,
mas quero que saibais esta noite que nós, como um povo, entraremos na
Terra Prometida!” E foi essa fé e essa determinação que levaram os
negros – que, diferentemente do Brasil, somam pouco mais de 13% da
população americana – a alcançar os mais relevantes postos na sociedade.

E o que fez o movimento negro brasileiro, hoje representado por
jovens cuja cultura está muito aquém de suas pretensões? Importou a
forma e desprezou o conteúdo do movimento inspirado por King. Por isso
compartilha fotos de King, mas age conforme determinam os baluartes do
multiculturalismo engendrado nas universidades europeias, transformando
sua luta em mera ideologia progressista.

Isso gera situações bizarras como a do deputado Jean Wyllys, que,
dias atrás, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, propôs
que o Estado crie políticas públicas – leia-se: use o nosso dinheiro –
para que a juventude negra evangélica seja “trazida, interpelada,
disputada” para a defesa de religiões de matriz africana. Wyllys e o
movimento negro brasileiro desprezam não só o legado de Martin Luther
King, mas a importância do cristianismo na formação dos negros nascidos e
criados no Ocidente. Querem que os negros sejam artificialmente ligados
a cultos afro e à violência do discurso ideológico. Querem escravizar
os negros novamente.

(*)Paulo Cruz é professor de Filosofia e mestrando em Ciências da Religião.
Texto publicado na edição impressa de 08 de novembro de 2015


fonte: Movimento negro de alma branca

Estudos após estudos mostram que as crianças crescem melhor com pais casados




Três
novos estudos publicados nas últimas semanas mencionam que as crianças
crescem melhor com pais casados, enquanto são mais propensas a enfrentar
uma série de desafios em outras situações.



William Bradford Wilcox, sociólogo da Universidade de Virginia (Estados
Unidos), explicou que existe um “crescente consenso científico” de que o
matrimônio e a estrutura familiar são importantes tanto para as
crianças como para os pais, apesar de esforços persistentes por afirmar o
contrário.



Em um artigo publicado na revista National Review em 23 de outubro,
Wilcox disse: “Estudos após estudos mostram que as crianças crescem
melhor com pais casados, firmes e estáveis”.



Wilcox indicou ainda que “aqueles que negam a estrutura familiar,
procuram negar a evidência científica de que a mudança da família tem um
impacto maior em nosso ambiente social e – especialmente – em nossas
crianças”.



O sociólogo americano é coautor do estudo “Famílias firmes, estado
próspero: A riqueza dos estados afeta as famílias saudáveis?”. A
investigação foi publicada no dia 19 de outubro pelo Institute for
Family Studies e o American Enterprise Institute.



Os investigadores chegaram a conclusão de que os estados com índices
mais altos de matrimônio, especialmente com níveis mais altos de
famílias com pais casados, estão “fortemente associados” com maior
crescimento econômico, mobilidade econômica, menos pobreza infantil e
maior ingresso na família a nível estatal nos Estados Unidos.



Os crimes violentos são “muito menos comuns” em estados com maior
proporção de famílias lideradas por pais casados, indicou o estudo no
seu resumo.



Os investigadores usaram modelos de controle por fatores, inclusive
pelos níveis de educação, composição racial, políticas de impostos,
gastos em educação e outras características dos estados.



Outro estudo a respeito da família foi realizado pelo professor de
economia David Autor, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Junto com seus colegas, fez um estudo que foi publicado pelo instituto
de investigação política da Northwestern University.



Os cientistas comprovaram que os meninos mais pobres têm mais problemas
ao crescer do que as meninas mais pobres, quando nascem de mães
solteiras. Estes problemas são somados a uma maior taxa de ausência
escolar, abandono do ensino médio, problemas de comportamento e crime
juvenil.



Estes meninos mostram maiores taxas de deficiência comportamental e cognitiva e obtêm piores resultados nas provas padronizadas.



A investigação indica que a estrutura familiar tem um papel importante
no bem-estar da criança e da família, adicionando fatores como a raça e
classe social.



Em seguida, Wilcox disse que o consenso científico acerca da importância
de uma família com pais casados também mostra a última edição da
revista “Marriage and Child Wellbeing Revisited”, produzida pelo projeto
O Futuro das crianças, realizado pela Brookings Institution,
relacionada com a Escola Woodrow Wilson de Assuntos Internacionais e
Públicos, da Universidade de Princeton.



Na introdução da revista, Sara McLanahan, professora de sociologia da
Universidade de Princeton, e Isabel Sawhill, investigadora principal do
Instituto Brookings, escreveram que “agora a maioria dos estudiosos
estão de acordo em que as crianças criadas por dois pais biológicos
dentro de uma família estável, crescem melhor do que crianças que vivem
em outras formas familiares”.



Entretanto, McLanahan e Sawhill disseram que existe muito menos consenso
e questionamento acerca do motivo pelo qual isto acontece.



“Embora os estudiosos não estejam exatamente seguros acerca do porquê o matrimônio interfere na vida das crianças, sabem que este é importante para eles”, concluiu Wilcox.




WASHINGTON DC, 04 Nov. 15 / 11:00 am (ACI).-


Estudos após estudos mostram que as crianças crescem melhor com pais casados

É preciso entender Gramsci para compreender o PT. Ou: É a cultura, estúpido!







 Rodrigo Constantino 
 














Lenin queria uma revolução comunista
pelas armas, para impor a “ditadura do proletário” (na verdade, da elite
em nome do proletário). Mas Gramsci, o fundador do Partido Comunista
Italiano, acreditava que essa tática belicosa não daria certo no
Ocidente. Era preciso comer pelas beiradas, dominar a cultura, destruir a
democracia de dentro dela.
Muitos repetem hoje a frase do
marqueteiro de Bill Clinton, alegando que “é a economia, estúpido”. Mas
será que é mesmo? A economia esse ano simplesmente não cresceu nada, e a
inflação seguiu em alta. Mesmo assim Dilma venceu. Podemos considerar
uma possível fraude e o voto de cabresto, mas mesmo assim ela teve
milhões de votos Brasil afora. Por quê?
De forma bem resumida: Gramsci. O empresário Gastão Reis Rodrigues Pereira publicou um excelente artigo
hoje no Estadão resumindo o que pregava o ideólogo comunista. Dá uma
boa ideia de como chegamos até aqui. Isso foi abordado em meu livro Esquerda Caviar também, tamanha a importância que dou ao assunto. Segue um trecho:
Onde as
ditaduras socialistas não vingaram, restou a opção da tomada de baixo
para cima desses veículos. A revolução de Gramsci, o comunista italiano
que arquitetou a estratégia  de poder por meio da própria democracia,
poderia dispensar as armas se fosse bem-sucedida na infiltração em
escolas, universidades, redações, igreja e televisão. Sua revolução
cultural seria mais silenciosa e, portanto, mais perigosa, pois menos
perceptível.
Vale a pena dedicar alguns parágrafos a esta figura sombria, uma vez que as estratégias traçadas em seus Cadernos do cárcere têm tudo a ver com a postura da esquerda caviar atualmente, e com esse viés da imprensa.
Nascido na
Itália em 1891, Antônio Gramsci foi um marxista intelectual membro do
Partido Socialista Italiano. Gramsci era um simpatizante da revolução
bolchevique de 1917, e foi um dos fundadores do Partido Comunista
Italiano. Preso pelo regime fascista de Mussolini, começou a escrever
notas na prisão.
O tema
central de seus escritos consistiria na formulação de uma  estratégia de
tomada do poder, distinta do modelo leninista. Para Gramsci, o “assalto
ao poder” de Lênin não seria o método adequado nos países ocidentais. A
estratégia gramscista de transição para o socialismo contaria com
aspectos mais graduais, infiltrando-se e influindo na cultura, e
alterando-a para permitir a conquista final do poder pelas classes
subalternas. Esta tem sido a receita praticada na América Latina nas
últimas décadas, com resultados claramente positivos do ponto de vista
dos marxistas.
O general Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, já falecido, escreveu o livro A revolução gramscista no ocidente,
que faz um didático resumo da concepção revolucionária de Gramsci.
Nela, o grupo dirigente seria justamente aquele que tem a hegemonia, ou
seja, “que tem capacidade de influir e de orientar a ação política, sem
uso da coerção”. O que torna a estratégia gramscista tão perigosa é
exatamente o fato de trabalhar por apodrecer os pilares democráticos de
dentro da própria democracia, subvertendo seus valores e corroendo esses
fundamentos.
Os
gramscistas falam em “democracia radical” ou “radicalismo democrático”
para se referir a tal modelo. Essa deturpação da ideia de democracia é
útil para a causa socialista, pois permite que se fale em “socialismo
democrático”, distanciando-se, no imaginário popular, do regime
ditatorial adotado na União Soviética. Isso garante o respaldo de
legalidade, evitando assim eventuais resistências e reações da
sociedade.
Na
estratégia gramscista, o papel dos intelectuais orgânicos é crucial. O
novo intelectual não é apenas um orador eloquente, mas um dirigente que
orienta, influencia e conscientiza as massas. O grupo de luta deve
também batalhar pela assimilação e conquista ideológica dos intelectuais
tradicionais. Estes terão participação consciente ou inconsciente,
podendo assumir o papel de intelectual orgânico por convencimento e
adesão, ou por ingenuidade, acomodação ou até capitulação.
Para
Gramsci, todos os membros do partido, em todos os níveis, são
intelectuais. Devem realizar na sociedade civil uma profunda
transformação política e cultural, “amestrando” as classes burguesas
também, levando-as a aceitar as mudanças intelectuais e morais como
parte de uma natural e moderna evolução. Para tanto, contam com o apoio
dos organismos privados, como sindicatos e organizações
não-governamentais. E da imprensa, claro.
Portanto, caros leitores, se desejamos
nos livrar de vez do PT e do bolivarianismo – e toda gente decente
deseja isso – será preciso lutar no campo cultural. Sem mudar a
mentalidade das pessoas e sem impedir o avanço dos “intelectuais
orgânicos”, essa cambada de doutrinadores que desde a escola já manipula
as frágeis cabeças das crianças, não será possível superar e enterrar
essa seita esquerdista, colocando-a em seu devido lugar, que é o lixo da
história.








É preciso entender Gramsci para compreender o PT. Ou: É a cultura, estúpido! | Rodrigo Constantino | VEJA.com
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