Sobre o Movimento negro e porquê sou contra ele


Fabiano Dias


- Não nego que o preconceito e o racismo existem, que negros e pardos muitas vezes recebem um tratamento diferente de ALGUMAS pessoas - já senti isso na pele.
- Mas o movimento negro exagera essas questões a um nível histérico, beirando o conflito racial.
- O movimento negro é de uma ideologia de caráter Racialista, Racista e Marxista.
- Racialista porque dão uma ênfase especial na separação das raças e sua preservação, logo, negros não devem se casar com gente de outras raças e etnias (especialmente brancos), afim de se "valorizar.
- Racistas, pois tais como os racistas brancos, cultivam e elevam seu rancor e ódio ao ponto de culpar toda uma raça por seus infortúnios, mantendo-se em estado constante de hostilidade aos mesmos.
- Marxistas, pois toda a sua visão histórica e da sociedade é pautada em uma guerra de classes, onde os negros estão há muito tempo colocados em uma posição de inferioridade afim de beneficiar a "classe branca".
- O marxismo do movimento negro os leva a enxergar e interpretar tudo sob a ótica do conflito de classes. Dessa forma, ignoram que existe uma infinidade de pensamentos, culturas, línguas e nações negras que nem sempre estão de acordo entre si e, que muitas vezes, se odeiam e se massacram.
- Tratam a "raça negra" como uma entidade única, sem diferenças culturais e ideológicas, como se o critério racial fosse o suficiente para mantê-los unidos como povo.
- Sendo assim, a militância do movimento negro acaba se colocando na defesa de uma ideologia utópica, de forma que aqueles negros que não concordam e se opõem a esses preceitos (como este que vos fala) são logo taxados de "traidores da raça" (o mesmo termo usado por neo-nazistas para se referir a brancos não racistas), "crias de branco", "pretos da casa-grande", "capitães do mato".
- Tal como as feministas e os gayzistas, a militância do movimento negro costuma coagir, tratando com hostilidade e até violência os negros que se opõem "a causa".
- Essa visão racialista do mundo e da história faz parecer que a África é um só país, não um continente com uma diversidade de povos e culturas, que nem sempre acabam "se amando".
- Aliás, se muita gente ainda hoje acha que a África é um país, é graças ao movimento negro.
- Sobre a questão da escravidão: a rivalidade e o ódio que permeava as tribos africanas (não diferente do que ocorria nas Américas antes do descobrimento, na Europa, na Ásia e Oceania) foi a força motriz do comércio escravagista desde o século 9 d.c.
- Tribos da África Subsaariana vendiam escravos, capturados em guerras com outras tribos ou escravizados por endividamento, para os muçulmanos do Norte durante todos os 6 séculos que antecederam a escravidão transatlântica. 5 escravos valiam 1 cavalo. 7, para 1 camelo.
- Tanto muçulmanos como europeus se limitavam a comprar os escravos em postos de comércio, a beira do Saara ou em fortes construídos no litoral africano.
- Embora tivessem armas sofisticadas, cavalos e navios, estavam em menor número, e não eram burros pra invadir uma terra desconhecida povoada por tribos guerreiras violentas. Shaka, líder dos zulus, por exemplo, é considerado até hoje um gênio militar e um genocida por excelência: não menos de 1 milhão de mortos são creditados à sua pessoa.
- Para os europeus e árabes, era mais fácil, seguro e lucrativo fazer negócios, mantendo uma distância apropriada. Essa história de que portugueses invadiram a África, destruindo as tribos que viviam pacificamente, felizes, em harmonia com a natureza, está mais para um roteiro de desenho da disney do que para a realidade histórica.
- Durante a escravidão transatlântica, europeus também usaram a rivalidade entre as diversas tribos africanas a seu favor. Afim de não só impedir motins, mas também de fazer com que alguns escravos "de confiança" vigiassem os outros, misturavam membros de tribos rivais. Essa mesma estratégia foi usada com os índios na conquista das Américas, quando portugueses e espanhóis, em menor número, se aliavam a tribos rivais para derrotar tribos maiores e mais poderosas.
- Durante a escravidão nas Américas, essa relação se manteve mais ou menos constante. A figura do "Capitão do Mato", por exemplo, que era o escravo que caçava outros escravos fugitivos ou que os açoitava a serviço de seus senhores brancos, está mais ligada a essa relação de rivalidade tribal originada na África do que a idéia do "negro traidor da raça tentando agradar seu senhor branco".
- Esses fatos são a raiz histórica do ódio que existe entre os africanos que, até hoje, promovem os mais brutais massacres e genocídios entre os "de sua própria cor": genocídio de Ruanda, Congo, República Centro Africana, Serra Leoa, Somália, Angola, Etiópia, os massacres de Uganda sob Idi Amin, bem como tantos outros ditadores africanos que vem erguendo pilhas de cadáveres há décadas - esses fatos já deveriam ser suficientes pra deixar bem claro que nem os próprios africanos levam muito a sério esse conceito de "fraternidade racial".
- É claro que isso não é exclusividade dos africanos: brancos europeus vem se matando entre si há milênios, bem como indígenas, asiáticos, aborígenes da oceania e os semitas do Oriente Médio. O que está em evidência aqui não é a questão racial, mas a miserável condição humana.
- Estou expondo esses fatos por um motivo: o movimento negro baseia sua suposta autoridade moral em uma suposta "dívida histórica".
- Definindo a raça negra como uma entidade única, como se fosse um único povo vítima dos brancos e, contando a história de uma perspectiva totalmente vitimista, expondo os crimes e abusos cometidos por colonizadores europeus ao passo que se omite os mesmos crimes cometidos pelos próprios africanos, o militante negrista acha que pode entrar numa sala de aula, meter o dedo na cara de seus colegas brancos e dizer que eles "lhes devem até a alma".
- Os intelectuais do movimento negro sabem disso tudo. Mas não é conveniente falar sobre os crimes e rivalidades históricas entre africanos, entre os escravos trazidos no Brasil, nem mesmo que muitos ex-escravos negros brasileiros foram donos ou traficantes de escravos. Ou que o sonho de um escravo era ter um escravo. Isso faria cair por terra a teoria da "dívida histórica".
- Os povos negros, com suas particularidades históricas e culturais, são capazes de ser tão perversos quanto os povos brancos, assim como ambos também são capazes de grandes feitos e atos de nobreza. Bom caráter não é e nem nunca foi questão de raça.
- Negros e Pardos no Brasil sofrem discriminação e preconceito até um certo nível. Na maioria das vezes um olhar desconfiado, um tratamento diferente.
- Claro que existem casos mais extremos, onde ocorrem até agressões e humilhação. Mas mesmo nesses casos, a indignação da maioria dos brasileiros é muito maior e expressiva do que as ações daqueles que são realmente racistas.
- A maioria dos gestos de discriminação no Brasil se limita a olhares desconfiados e a forma de tratamento, o que, lógico, gera um certo rancor e ressentimento entre os pardos e negros.
- Esse nível de discriminação e preconceito não chega perto do racismo que imperou na África do Sul, no Sul dos EUA e na Europa e Índia - lugares em que os negros eram impedidos de andar nos mesmos onibus que os brancos, sofriam agressões, não tinham direito a julgamento justo e eram até enforcados e linchados pela população branca.
- Aqui, o negro pode até receber um olhar desconfiado e as vezes ser tratado com boçalidade, mas não é impedido de usar os mesmos ônibus que os brancos, nem de sentar nos mesmos bancos das praças, nem de beber água nos mesmos bebedouros, tem acesso a emprego, pode montar seu próprio negócio e, se for insultado, tem a proteção da justiça.
- Mas esse pouquinho de rancor e ressentimento que muitos negros têm, oriundos de certos gestos (que pode facilmente ser superado pelo "calejamento interno", por um processo de dessensibilização psicológica, pela criação de anticorpos emocionais e pela noção de honra - processo que todo ser humano deve passar para se tornar mais resistente e capaz de enfrentar a cruel realidade da vida), é explorado pelos marxistas do movimento negro, que fazendo uso de seus discurso racialista e de dívida histórica, potencializam esse rancor até o nível do ódio.
- O ódio, assim como o amor, são as maiores forças motrizes do ser humano: ambas têm um potencial poderoso de motivação, levando uma pessoa a ação. É canalizando esse ódio que os movimentos marxistas sobrevivem. São como um câncer.
- Essa mesma tática é usada pelo movimento negro, feminista, gay, MST, MTST, Partidos Comunistas, pelo Nazismo, Neo-Nazismo, entre outros. Todos tem isso em comum: são movidos e alimentados pelo ódio.
- O Movimento negro está mais inclinado a promover uma guerra racial do que em lutar por igualdade.
- O Movimento Negro se acha o porta voz e o representante de todos os negros, quando na verdade representa apenas uma ideologia. Negros como eu são considerados "negros que odeiam outros negros".
- A melhor forma para neutralizar o racismo é cultivar a auto-estima.
- Não são as cotas, mas o valor do trabalho, do esforço e da meritocracia que vão promover a igualdade.
- Meritocracia não trata apenas de ascensão social e econômica, mas do valor do trabalho em si. Quem se esforça para fazer um trabalho bem feito e com amor, não apenas aperfeiçoa a si mesmo, como também sente a satisfação de se ver em seu próprio trabalho.
- Os problemas do Brasil não são raciais, mas sociais. Tive muitos amigos brancos, que estudaram comigo em escolas públicas, que ficaram pra trás. Muitos se perderam nas drogas e no mundo do crime. Alguns nem estão mais nesse mundo.
- E mesmo que só houvessem brancos nas universidades e só negros nas escolas públicas, que tipo de igualdade as cotas raciais vão trazer? Os brancos nas universidades públicas estudaram a vida toda em escolas particulares, com qualidade de ensino infinitamente superior ao ensino público. Colocar 15 negros junto com 15 brancos em uma sala de universidade só vai mostrar que a desigualdade é muito mais profunda: os primeiros vão estar intelectualmente atrasados em relação aos útlimos. Não por questão racial: é porque a educação pública é uma merda mesmo.
- Elevar a qualidade do ensino público ao mesmo nível do ensino privado é muito melhor e mais justo que um sistema de cotas, seja para negros, gays, mulheres, pobres.
- Não acredito no movimento negro porque acredito em mim mesmo!
- O movimento negro vem fazendo um esforço imenso para manter os negros inferiores, ensinando-os a serem vitimistas e a depender de terceiros.
- Qualquer um que diz ter "orgulho" não deveria depender de nada e nem de ninguém.
- Minha namorada é branca, descendente de italianos. Meus meio-irmãos são brancos. Meu melhor amigo descende de alemães. A maioria dos meus amigos e colegas são brancos. E nenhum deles me deve 1 centavo. Muito menos a alma. 




by Fabiano Dias


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